Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Centro do Rio amanhece com os sinais da revolta nas ruas

O Rio amanheceu com rastros de destruição nesta terça-feira, após protesto realizado no Centro da cidade na noite desta segunda-feira. Na Avenida Rio Branco, esquina com a Rua Santa Luzia, várias agências bancárias foram depredadas e pichadas.

Terça, 08 de Outubro de 2013 às 07:23, por: CdB
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O Rio amanheceu com rastros de destruição nesta terça-feira, após protesto realizado no Centro da cidade
O Rio  amanheceu  com rastros de destruição nesta terça-feira, após protesto realizado no Centro da cidade na noite desta segunda-feira. Na Avenida Rio Branco, esquina com a Rua Santa Luzia, várias agências bancárias foram depredadas e  pichadas, e também tiveram os caixas eletrônicos e vidros e portas quebradas. Na ação, pelo menos 15 manifestantes foram detidos e levados para a 5ª DP (Mem de Sá). Um deles era menor de idade. A manifestação começou pacífica, reuniu cerca de 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e 50 mil, de acordo com o sindicato de professores. Entre as reivindicações, melhores salários para os docentes.  No entanto, às 20h30 começou mais uma noite repleta de cenas de violências, causada por uma minoria de ativistas mascarados. Passageiros que estavam  em outros ônibus foram obrigados a descer para não serem atingidos pelo fogo. Manifestantes também jogaram pedras contra o consulado. Os policiais militares do Batalhão de Choque se posicionaram próximo ao consulado e começaram a dispersar os manifestantes com bombas de gás e de efeito moral. Um grupo incendiaram um ônibus na Avenida Rio Branco, depredaram mais dois, e jogaram dois coqueteis-molotov no consulado americano. Pontos de ônibus foram quebrados e o prédio do Consulado de Angola também foi depredado. Black blocks assumiram a direção de dois ônibus e colocaram os veículos de forma que bloqueassem a Avenida Rio Branco ao lado do monumento do Obelisco. Os bombeiros foram chamados e começaram a apagar as chamas do ônibus que foi incendiado. Os vândalos tentaram incendiar um segundo ônibus, mas fugiram com a chegada da polícia sem que o veículo fosse incendiado. Antes, policiais do Batalhão de Choque inham dissolvido com o uso de bombas a manifestação intitulada Um Milhão pela Educação, que se iniciou pacífica em apoio aos professores das redes municipal e estadual que estão em greve. Os policiais só intervieram quando um grupo de centenas de black blocs começou a depredar o prédio da Câmara dos Vereadores, que teve algumas janelas incendiadas. Os black blocs também depredaram duas agências bancárias. Uma, do Banco do Brasil, que fica em frente à Cinelândia teve os tapumes arrancados, as vidraças quebradas e foi incendiada. Os manifestantes também quebraram pontos de ônibus e colocaram fogo em lixeiras jogadas no meio da rua. Uma bomba de gás lacrimogêneo caiu em cima do Museu de Belas Artes. Com a chegada da Tropa de Choque, a manifestação rapidamente se dissolveu, mas alguns  manifestantes permaneceram próximos ao prédio da Biblioteca Nacional jogando morteiros contra os policiais. Os professores das redes estadual e municipal que estiveram na manifestação em nenhum momento participaram de nenhum ato de violência ou vandalismo, ficando afastados o tempo todo dos black blocs.
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