Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Centro-direita vence eleições legislativas

Segunda, 06 de Junho de 2011 às 07:10, por: CdB

O Partido Social Democrata (PSD) venceu no domingo (05) as eleições gerais portuguesas

 

 

06/06/2011

 

Da redação

 

 

O Partido Social Democrata (PSD) venceu no domingo (05) as eleições gerais de Portugal. O partido de centro-direita derrotou o Partido Socialista (PS), encerrando o período de seis anos da legenda de centro-esquerda no poder.

Pedro Passos Coelho, líder do PSD, foi eleito primeiro-ministro com 38,6% dos votos válidos, contra 28,1% obtidos pelo atual chefe de governo, José Sócrates. Em terceiro lugar aparece o bloco de direita Centro Democrático Social - Partido Popular (CDS-PP), com 11,7% dos votos. Em seguida aparece a esquerda, representada pela coligação CDU (coligação constituída pelo Partido Comunista Português e Os Verdes), com 7,9% do eleitorado, e o Bloco de Esquerda (BE), com 5,2%.

O PSD ganhou 105 assentos no legislativo, enquanto o CDS-PP ficou com 24. Esses partidos devem formar uma coalizão de direita, o que deve favorecer a aprovação rápida de reformas e medidas de austeridade. Já o PS ficou com 73 cadeiras, o CDU, 16 e o Bloco de Esquerda, 8.

Ainda no domingo, o ministro da Economia, Vieira da Silva, reconheceu a derrota do Partido Socialista. "O PS perdeu as eleições mas continua a ser um grande partido nacional", afirmou. Silva disse ainda que caberia agora "à maioria que se vai formar" governar o país e sublinhou que, na oposição, o PS terá comportamento "igual" ao que teve no governo: "apresentar-se como alternativa mas colocar à frente o princípio de defender Portugal".

O líder socialista José Sócrates renunciou ao cargo de primeiro-ministro em março, abrindo caminho para novas eleições depois que a oposição parlamentar rejeitou um plano de medidas de austeridade proposto pelo governo socialista – o segundo em menos de um ano. Desde então, ele governou como primeiro-ministro interino.

No entanto, ainda durante a divulgação de pesquisas de boca de urna, que já sugeriam a vitória do PSD, Sócrates admitiu a derrota e renunciou como líder do Partido Socialista. "Esta derrota é totalmente minha e quero assumir toda a responsabilidade", disse Sócrates neste domingo.

 

Crise

As eleições foram marcadas pela forte crise econômica em Portugal. O novo governo deve implementar o pacote econômico que prevê uma ajuda financeira de 78 bilhões de euros ao país e terá que reformar seu sistema público de saúde e implementar um programa de privatizações em troca de ajuda financeira, negociada com os países da União Europeia.

O novo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, já adiantou que Portugal passará por tempos difíceis. O país enfrenta uma taxa de desemprego superior a 12%. Ao votar nos arredores de Lisboa, Passos Coelho disse que Portugal deve obedecer os termos do pacote de ajuda financeira. "Nós sabemos que teremos um período muito difícil nos próximos dois ou três anos", completou. Ainda assim, garantiu que o país cumprirá seus compromissos financeiros. "A mensagem para o exterior é que não deixaremos de cumprir todas as obrigações", afirmou.

 

Esquerda

Em discurso, o coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, reconheceu que o partido não atingiu seus objetivos. A legenda obteve um resultado eleitoral semelhante ao de 2005, elegendo oito deputados.

Louçã destacou ainda que o bloco esforçou-se por apresentar aos eleitores um debate que envolvesse seguridade social, emprego e renegociação da dívida, mas “encontramos do outro lado um fortíssimo muro de silêncio”.

“O recuo é, em qualquer caso, uma derrota, e eu quero chamar as coisas pelo seu nome. Mas aprende-se sempre mais com as derrotas", ponderou o coordenador da sigla.

 

(Com informações de agências)

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