Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Centro-direita vence eleição do Parlamento Europeu

Segunda, 08 de Junho de 2009 às 08:51, por: CdB

Os partidos de centro-direita mantiveram o controle do Parlamento Europeu numa eleição concluída no domingo que poupou a maioria dos governos nacionais de grandes derrotas, apesar da insatisfação gerada com a crise econômica.

Os resultados parciais mostram que o Partido Popular Europeu esmagou os socialistas e deve permanecer como o maior bloco do Parlamento, que aprova muitas leis e o orçamento da UE.
Os partidos centro-direitistas que governam Alemanha, França, Polônia e Itália se saíram bem, assim como os candidatos do Partido Verde. Já os socialistas não conseguiram se aproveitar do descontentamento gerado pela atual crise econômica.

O comparecimento foi de apenas 43 por cento do eleitorado, o mais baixo já registrado. Os primeiros resultados mostraram derrotas dos partidos governistas em alguns dos países mais afetados pela crise -- Grã-Bretanha, Irlanda, Letônia, Grécia, Hungria, Bulgária e Espanha.
Mas os líderes da UE podem respirar aliviados com o resultado ruim dos partidos de ultradireita, que no entanto avançaram em alguns países, como a Hungria, a Holanda e a Romênia. O Partido Nacional Britânico elegeu um eurodeputado pela primeira vez.

– Não espero grandes dificuldades no processo decisório. A composição deste Parlamento não será significativamente diferente da anterior – disse o comissário (ministro) europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia.

A vitória das forças de centro-direita, após quatro dias de votação, deve ajudar o conservador José Manuel Barroso a obter um novo mandato como presidente da Comissão Europeia, o poder executivo da UE.

O Partido Popular Europeu se encaminha para ficar com 267 das 736 cadeiras. Os socialistas devem ficar com 159.

– É amargamente frustrante, esperávamos um resultado melhor – disse Martin Schultz, dirigente do Partido dos Socialistas Europeus.

– Na maioria dos países, a coisa foi bem ruim para nós – disse.

Na Alemanha, os conservadores ligados à chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel sofreram derrotas, mas mantiveram a maior bancada, reforçando as perspectiva dela na eleição nacional de setembro.

Na França, o partido governista UMP venceu com cerca de 28% dos votos. Surpreendentemente, a coalizão de políticos verdes teve 16%, sob a liderança de Daniel Cohn-Bendit, ex-dirigente estudantil de 1968.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, deve ter uma vitória modesta, segundo as pesquisas de boca de urna, mostrando que superou os desafios representados pela recessão e por escândalos envolvendo sua vida amorosa.

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