Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 2026

Centro de Estudos do Mar investiga contaminação por bactéria ou vírus na Baía de Paranaguá

Quinta, 06 de Janeiro de 2011 às 13:35, por: CdB

Curitiba – O Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), divulgou hoje (6) nota técnica indicando que investiga uma quarta provável causa para a mortandade de peixes na Baía de Paranaguá. Os pesquisadores acreditam que pode ter sido uma doença provocada por bactéria ou vírus.

As outras hipóteses investigadas são: a contaminação das águas da baía, devido a proliferação de microalgas; o vazamento de óleo de um navio que atracou no Porto de Paranaguá; e o descarte dos peixes por algum navio. Toneladas de sardinhas xingó, bagres e corvinas apareceram mortas no último dia 31 de dezembro nas águas do rio.

Segundo o prefeito de Paranaguá, José Baka Filho, o laudo conclusivo deve estar pronto na semana que vem. Durante toda a manhã de hoje, autoridades ligadas ao meio ambiente estiveram reunidas na prefeitura para debater o assunto e uma nova reunião foi marcada para a próxima segunda-feira (10).

O superintendente estadual da Pesca e Aquicultura do Paraná, José Wigineski, defendeu a proibição da pesca e comercialização de peixes provenientes da baía para que o governo federal possa atender os pescadores que paralisaram suas atividades. “Toda comunidade está sendo prejudicada, estamos no verão, época em que milhares de turistas visitam nosso litoral”, argumentou.

O chefe da Defesa Civil de Paranaguá, Edson Ávila, discordou da proibição alegando que o procedimento poderia trazer ainda mais prejuízos para o comércio. “E não há indícios suficientes para essa proibição. Tudo indica que foi uma ocorrência pontual, já que vários cardumes de uma única espécie [sardinhas] foram atingidos”.

Segundo o prefeito, não há mais contaminação na Baía de Paranaguá e os peixes podem ser vistos nadando normalmente. “E revemos o total de peixes mortos, que chegou a ser avaliado em 100 mil toneladas, mas [o número] não ultrapassa 30 mil [toneladas] ”, disse Baka Filho à Agência Brasil.

O prefeito ressaltou que, enquanto não se resolve a questão, os 2 mil pescadores da região podem se habilitar ao benefício da cesta básica. “A Defesa Civil está cadastrando as famílias atingidas. O cadastramento servirá para a solicitação de cestas básicas ao Ministério da Pesca. Já solicitamos a liberação de 1,5 mil cestas”, informou.

Edição: Lana Cristina

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