O Estado do Rio de Janeiro inaugura, no dia 1º de junho, o Centro de Comando e Controle, instalado na sede da Secretaria de Segurança, no prédio da Central do Brasil, no Centro da cidade. O projeto é fruto de uma das parcerias que o governo do estado firmou com os israelenses.
- Montamos o Centro de Comando e Controle, que vai monitorar imagens captadas nas ruas próximas aos 22 batalhões de Polícia Militar da Região Metropolitana, usando tecnologia israelense, que é uma das mais avançadas do mundo. Isso vai ajudar muito no combate à criminalidade -afirmou Rosinha, no domingo, em um hotel da Zona Sul do Rio, durante participação na festa pelos 57 anos de existência de Israel.
O plano do governo estadual é que, até o fim deste ano, todos os batalhões da Região Metropolitana já tenham implantado seu sistema de monitoramento de imagens. Serão instaladas 220 câmeras em ruas estratégicas das áreas policiadas pelos 22 batalhões.
Em cada batalhão, haverá uma minicentral, que capta as imagens geradas pelas câmeras e as remete para o Centro de Comando e Controle, na Central do Brasil, onde já chegam aquelas enviadas pelas 38 câmeras dos sistemas pioneiros implantados no 19º BPM (Copacabana), no 23º BPM (Leblon), no 17º BPM (Ilha do Governador) e no presídio de Bangu III, no complexo penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.
O batalhão da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, deve ser o próximo a ter uma central. O 2º BPM (Botafogo) também será beneficiado em breve com a instalação do mesmo esquema. E, assim, sucessivamente.
No Centro de Comando e Controle foram aplicadas tecnologias desenvolvidas pela empresa israelense MER, que instalou o sistema de câmeras em Atenas para os Jogos Olímpicos.
Os investimentos feitos até agora com verbas do governo do estado foram de R$ 12 milhões. A expansão do projeto aos demais batalhões da Região Metropolitana custará R$ 40 milhões e será realizada pela iniciativa privada, com base na Lei 4.180, sancionada pela governadora Rosinha Garotinho, em 2 de junho de 2004, instituindo o Programa Estadual de Parcerias no Combate à Violência.
O programa permite que empresas privadas destinem até 10% do que pagam mensalmente de ICMS a projetos da área de segurança. Ainda de acordo com a lei, todos os bens adquiridos por meio do programa serão incorporados ao patrimônio público estadual.