Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

Central telefônica descoberta no Paraná pode integrar a 'hawala'

O libanês Mohamad Hassan Atwi e o brasileiro Paulo Cezar Caramori, foram presos em flagrante enquanto operavam uma central telefônica clandestina no Estado do Paraná. Fonte policial revela que as investigações conduzem para a "hawala", o equivalente a "confiança", em árabe. Trata-se de um sistema antigo e seguro para a transferência de recursos entre os muçulmanos. Parte dos recursos da Al Qaeda, segundo investigadores, movimenta-se mundo afora através deste sistema

Sexta, 19 de Outubro de 2001 às 17:11, por: CdB

O libanês Muhamad Hassan Atwi e o brasileiro Paulo Cezar Caramori, presos pela Polícia Federal na noite de ontem, em Foz do Iguaçu, acusados de operar uma central telefônica clandestina na cidade, podem trabalhar para a rede mundial de transferência de dinheiro, conhecida como "hawala", a palavra árabe para "confiança". Foi a décima central clandestina descoberta nos últimos dois meses no Paraná. Agentes federais, cumprindo mandado de busca e apreensão expedido pela 3ª Vara Criminal Federal de Foz, prenderam o brasileiro Caramori em um apartamento no centro de Foz. Caramori indicou os libaneses Muhamad Hassan Atwi e Armando Nader como responsáveis pela central clandestina. Atwi foi preso em seu apartamento, também no centro de Foz e Nader está em viagem para o Líbano. A reportagem não conseguiu falar com os acusados. O diretor da divisão da PF em Foz do Iguaçu, delegado Joaquim Mesquita, disse ontem que irá enviar cópias das ligações telefônicas para o Oriente Médio e Ásia para a Interpol, na expectativa de localizar possíveis conexões entre a central e supostas operações de extremistas. Mesquita disse que os presos foram enquadrados em crime federal por infringir a Lei das Telecomunicações. A Polícia Federal investiga também a conexão entre a central descoberta em Foz com as outras nove encontradas no Estado nos últimos dois meses.

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