A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, e a Confederação Geral dos trabalhadores (CGT) têm reunião marcada nesta segunda-feira para discutir a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas e a limitação das horas extras. Segundo pesquisa elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socio-Econômicos (Dieese) aponta que 78% dos trabalhadores nos ramos de comércio e serviços, metalúrgicos, químicos, transporte e vestuário realizam horas extras. O principal motivo apontado pela pesquisa é engordar a renda familiar.
Para o presidente da CGT, Antonio Carlos dos Reis, a combinação da redução da jornada e das horas extras pode gerar imediatamente mais de 2 milhões de empregos. Já o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, afirma que a limitação por lei de até dez horas extras semanais seria um bom começo para as discussões. Atualmente, a CLT estabelece um limite diário de duas horas extras, mas desconsidera o fim de semana, segundo Paulinho.
- Não queremos acabar com a hora extra, mas mudar a legislação para diminui-la - disse.
Segundo Paulinho, muitas empresas acabam por optar pelo aumento de horas extras em vez de aumentar as contratações.
- Existe uma expectativa de crescimento econômico neste ano, mas que não se reflete necessariamente em mais emprego - concluiu.