Rio de Janeiro, 22 de Abril de 2026

Centrais sindicais têm reunião para discutir horas extras

Sexta, 17 de Fevereiro de 2006 às 13:33, por: CdB

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, e a Confederação Geral dos trabalhadores (CGT) têm reunião marcada nesta segunda-feira para discutir a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas e a limitação das horas extras. Segundo pesquisa elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socio-Econômicos (Dieese) aponta que 78% dos trabalhadores nos ramos de comércio e serviços, metalúrgicos, químicos, transporte e vestuário realizam horas extras. O principal motivo apontado pela pesquisa é engordar a renda familiar.

Para o presidente da CGT, Antonio Carlos dos Reis, a combinação da redução da jornada e das horas extras pode gerar imediatamente mais de 2 milhões de empregos. Já o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, afirma que a limitação por lei de até dez horas extras semanais seria um bom começo para as discussões. Atualmente, a CLT estabelece um limite diário de duas horas extras, mas desconsidera o fim de semana, segundo Paulinho.

- Não queremos acabar com a hora extra, mas mudar a legislação para diminui-la - disse.

Segundo Paulinho, muitas empresas acabam por optar pelo aumento de horas extras em vez de aumentar as contratações.

- Existe uma expectativa de crescimento econômico neste ano, mas que não se reflete necessariamente em mais emprego - concluiu.

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