Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Centrais Sindicais fazem sardinhada em frente ao Banco Central para protestar contra aumento dos juros

Quarta, 20 de Abril de 2011 às 11:36, por: CdB

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Dirigentes de cinco centrais sindicais protestaram hoje, em frente à sede do Banco Central (BC), em São Paulo, contra o possível aumento da taxa básica de juros (Selic), que será anunciado hoje (20) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O protesto foi acompanhado por cerca de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar.

“Essa pequena reunião que estamos fazendo na frente do Banco Central é simbólica. Não é uma grande manifestação, mas é a primeira simbolicamente importante porque é a terceira vez que o Copom se reúne e, com certeza, vai aumentar os juros pela terceira vez. Aumentar juros significa menos emprego, menos produção e menos crescimento e desenvolvimento do país”, disse Paulo Pereira da Silva, deputado federal (PDT-SP)e presidente da Força Sindical.

Para o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, o ideal para a Selic seria que a taxa fosse em torno de 8,5%, considerando a inflação mais 2% de juro real. Hoje ela está em 11,75%.

Durante a manifestação, foram distribuídas cerca de 50 quilos de sardinha, preparadas pelo sindicalista Ronaldo Garcia de Souza. “Foi distribuída para todo mundo. Até quem não tinha nada a ver participou”. Segundo ele, a sardinha foi preparada com sal grosso e assada numa churrasqueira, instalada na frente do Banco Central, na Avenida Paulista.

“A simbologia é a seguinte: em vez de dar dinheiro para banqueiro, que é tubarão, vamos dar dinheiro para o povo, na saúde, na educação e na geração de emprego”, afirmou o presidente da CGTB.

Além da Força Sindical e da CGTB, participaram da manifestação a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

No manifesto, as centrais pedem a redução da Selic, a ampliação dos investimentos sociais e o financiamento público para as pequenas e médias empresas e ainda criticam o controle da inflação com o aumento dos juros.

 

Edição: Rivadavia Severo

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