Rio de Janeiro, 14 de Janeiro de 2026

Centrais sindicais aprovam paralizações na próxima semana

Quarta, 04 de Abril de 2007 às 18:00, por: CdB

Sete centrais sindicais brasileiras aprovaram nesta quarta-feira, em reunião plenária, paralisações e mobilizações em todo o Brasil na próxima terça-feira como forma de pressionar o Congresso Nacional a manter o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Emenda 3.

- A idéia é uma paralisação na parte da manhã do dia 10 de abril envolvendo vários atos, como ocupações de pontes, paralisações, atrasos na entrada de trabalho -, explicou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique.

- Cada sindicato vai estudar a melhor forma de aprovar, em assembléia, uma forma de manifestação. À tarde, iremos a Brasília, numa reunião com ministros e as centrais sindicais para se tentar construir um processo de negociação -, disse.

Além da CUT, participaram da reunião, realizada na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, a Força Sindical; a Confederação Geral dos Trabalhadores; a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil; a Nova Central Sindical dos Trabalhadores; a Social Democracia Sindical; e a Central Autônoma de Trabalhadores.

- O ideal para nós, e não vamos abrir mão disso, é que o Congresso Nacional apóie o veto do presidente da República. Isso é fundamental, porque abre, inclusive, um processo para possibilitar uma negociação e a abertura de uma outra proposta. Não podemos permitir que os deputados queiram derrubar o veto do presidente. Aí vai ser greve geral, grandes mobilizações e o povo na rua -, acrescentou o sindicalista.

Ele classificou a Emenda 3 de "um absurdo jurídico e político".

- Ela foi feita para tentar regulamentar uma situação específica de um determinado profissional chamado pessoa jurídica, e acabou se transformando na maior reforma trabalhista que já se viu em quatro linhas, ou seja, em uma emenda que abre a possibilidade de os trabalhadores serem demitidos e recontratados como pessoas jurídicas burlando a legislação trabalhista -, explica.

De acordo com Henrique, o fato de os fiscais do trabalho, da Previdência Social ou da Receita Federal não poderem mais autuar uma empresa sem autorização da Justiça é outro ponto negativo na aprovação da Emenda 3.

Em nota enviada à imprensa, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, filiado à Força Sindical, informou que vai parar 43 empresas e cerca de 35 mil trabalhadores na mobilização da próxima terça-feira.

O documento diz que a entidade espera um entendimento com o governo e os parlamentares sobre a emenda.

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