Por Denize Quintal Alvarenga 25/06/2011 às 10:55
Censura da reportagem feita a professora que vestia luto. Imposição feita a jornalistas para que não deem visibilidade à luta dos servidores do Estado do Rio de Janeiro.
Tapete de Corpus Christi
Dia 23/06, na confecção dos Tapetes de Corpus Christi, em Cabo Frio, aproveitamos o evento para panfletarmos e divulgar a greve dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro.
Fiz, com meus alunos, um tapete de fuxico durante 4 meses, foram quase 20 mil fuxicos.
Nosso trabalho chamou a atenção da população e, em todas as oportunidades, falei da nossa luta na rede estadual.
Fiquei com a camisa do movimento e com adesivos durante todo o dia. Várias emissoras vieram me perguntar sobre o tapete e, em todas as oportunidades, aproveitei para falar da nossa greve.
A repórter da emissora afiliada da rede globo (INTERTV) fez matéria sobre nosso tapete e, percebi nela, uma repulsa a mim por conta da minha blusa e dos adesivos.
Ela me fez várias perguntas sobre o tapete. Como vi que ela me evitava perguntei se eu (autora do tapete que ela tanto queria fazer imagens) não poderia gravar, ela disse que não, pois minha blusa não poderia aparecer. Disse-me: "Não podemos misturar as coisas". Respondi a essa jovem apresentadora que era lamentável a postura dela, que deveríamos contar com todos na luta pela escola pública e que nossas reivindicações são justas, dignas. Nada adiantou.
O câmera, então, fez as imagens de forma que eu não parecesse (de jeito nenhum) nas tomadas. Depois ele me disse: Professora, não adianta... se a senhora aparecer, a edição corta.
Pois é, companheir@s, essa é ordem! São obedientes ao chefe.
Lamentável!!
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