Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Censo das Cidades Digitais Brasileiras começa a se tornar realidade em março

Segunda, 26 de Janeiro de 2009 às 17:24, por: CdB

O 1º Censo das Cidades Digitais Brasileiras começará a se tornar realidade no início de março, quando terá sua arquitetura montada, e os resultados deverão ser divulgados até dezembro. Lançada em agosto do ano passado pelo portal Guia das Cidades Digitais, a iniciativa está na fase de captação de recursos. As informações foram dadas nesta segunda-feira pelo diretor do site, Carlos Calazans.

Segundo ele, a pesquisa nos municípios deverá ser feita por uma fundação independente e a entidade executora do estudo será definida pelo conselho consultivo do censo, que se reunirá em Brasília para traçar as diretrizes e critérios do trabalho.

- O censo é muito importante. Se pretendemos ter uma política pública para inclusão digital com participação das prefeituras, é preciso conhecer as diferentes realidades brasileiras - disse o presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazoni.

Uma solução para as capitais da Região Sul pode não servir para  o centro do país ou para o interior, observou. Com o censo, será possível ter uma visão ampla sobre os municípios digitais e o que as populações mais querem de tal tipo de serviço.

- Isso é muito importante nessa montagem de políticas - disse Mazoni.

Ele disse que há muitas iniciativas nos setores público e privado para aumentar o acesso digital nas cidades, mas ressaltou que é preciso conhecer bem as medidas já adotadas para que tanto todos os investimentos no setor sejam bem aproveitados. A conclusão do censo este ano permitirá que até o final de 2010 se tenha um novo perfil da sociedade brasileira, disse ele.

Para o presidente da Associação Brasileira de Entidades Municipais de Tecnologia da Informação e Comunicação, André Kulczynski, a conectividade em banda larga é a base de tudo que existe em inclusão digital. Kulczynski lamenta, no entanto, que o conceito de cidades digitais não tenha sustentabilidade política, não faça parte da agenda da maioria dos prefeitos.

- No conceito de política pública, ainda não existe foco na questão do uso da tecnologia para fazer inclusão digital, para fazer integração das redes e estruturas públicas - afirmou.

Kulczynski lembrou que são insuficientes os dados que permitam estabelecer um ranking da capacidade de oferta de banda larga. Daí vem a importância de reunir em apenas um documento, não-governamental, dados estatísticos e informações sobre as cidades digitais, acrescentou. A meta é saber quanto o Brasil andou nessa área, como os municípios entendem o processo, quais as tecnologias oferecidas para suportar o conceito da universalização da internet como base para qualquer outra forma de comunicação entre as estruturas públicas e não públicas, destacou.

Para Kulczynski, o censo poderá agilizar o processo de modernização da gestão pública e atender de forma eficiente as populações. O trabalho facilitará o diagnóstico por região e estados e fornecerá elementos para identificação de ações a serem promovidas.

Além dos presidentes do Serpro e da Associação Brasileira de Entidades Municipais de Tecnologia da Informação e Comunicação, integram o conselho consultivo do censo o assessor especial da Presidência da República André Barbosa Filho, a professora Maria Helena Cautiero Jardim, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenadora do projeto Piraí Digital, além de fornecedores de tecnologia, e representantes de  ministérios e empresas do setor.

 

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