O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta segunda-feira que recenseou nas duas primeiras semanas do Censo 2010 cerca de 33 milhões de habitantes em 17% (9 milhões) dos 58 milhões de domicílios brasileiros. A informação foi dada pelo presidente do órgão, Eduardo Pereira Nunes. De acordo com balanço do IBGE, o Estado de Rondônia foi o que teve o maior percentual de casas visitadas até agora: 28,2%, seguido de Sergipe 27,2% e Ceará 25,5%. Por outro lado, o Rio Grande do Sul tem o menor percentual, 8,2%. Nos Estados do Rio Grande do Sul, de São Paulo, Santa Catarina e do Paraná um pequeno atraso na entrega de coletes aos recenseadores atrapalhou o início das entrevistas aos domicílios, segundo o presidente do IBGE. A coordenadora operacional do Censo 2010, Maria Vilma Salles, disse que o instituto comprou 250 mil coletes, mas na data de início da pesquisa, no último dia 1º de agosto, 40 mil não tinham sido entregues. Menos brasileiros Com duas semanas de coleta de dados para o Censo em todo país e quase 10 milhões de domicílios visitados, o IBGE vem registrando uma diminuição no ritmo de crescimento da população brasileira e no número de moradores nas residências do país, informou nesta segunda-feira o presidente da instituição, Eduardo Nunes. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a avaliação feita até agora em 9,6 milhões de domicílios de um total de 59 milhões que serão recenseados em todo país até 31 de outubro, é que o padrão familiar brasileiro está mudando. – Já deu para perceber isso e não vou precisar chegar a 31 de outubro para dizer que o número médio de moradores por domicílio já está diminuindo. Na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) visita-se 150 mil casas e em duas semanas já fizemos 60 Pnads. Está dando em torno de 3,2 moradores por domicílio. Em 2000, data do último Censo estava perto de 4 – disse o presidente do IBGE, Eduardo Nunes. Nunes afirmou que a constatação feita pelo Censo vai exigir dos governantes a adoção de novas políticas sociais no Brasil nos próximos anos. – Temos um envelhecimento, um crescimento quase vegetativo da população e, principalmente, uma mudança nos arranjos familiares – afirmou. Segundo Nunes, há muitos domicílios com pessoas morando sozinhas, que não são obrigatoriamente idosas. – E há em muitos domicílios apenas uma pessoas como chefe de família, sendo que em muitos casos a mulher é a referência da casa. As famílias estão mudando – disse Nunes, lembrando que o envelhecimento tem impactos nas políticas educacional, de saúde e previdenciária. Em novembro, as informações do Censo serão encaminhadas ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que seja feito o cálculo para o repasse de recursos federais para as 5.565 cidades brasileiras que recebem dinheiro de fundos especiais e de ministérios. O ritmo do levantamento de dados para o Censo do IBGE, segundo Nunes, está acima das expectativas, após 2 semanas de trabalho. A cobertura de domicílios está na média nacional em 16,5%, superando a meta de 9,1% fixada para o período. Roraima é o Estado mais adiantado, com 28,2%, e o Rio Grande do Sul, o mais atrasado com apenas 8,2%, de acordo com o IBGE.
Censo 2010 já colheu dados de 33 milhões de brasileiros
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta segunda-feira que recenseou nas duas primeiras semanas do Censo 2010 cerca de 33 milhões de habitantes em 17% (9 milhões) dos 58 milhões de domicílios brasileiros. A informação foi dada pelo presidente do órgão, Eduardo Pereira Nunes.
Segunda, 16 de Agosto de 2010 às 09:16, por: CdB