Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Cena externa dá trégua e dólar fecha em baixa, a R$2,609

Segunda, 18 de Abril de 2005 às 14:00, por: CdB

O dólar encerrou em baixa nesta segunda-feira, a 2,609 reais, atento ao cenário externo mais tranquilo. O declínio do risco Brasil e a melhora dos papéis da dívida externa permitiram que a moeda caísse 0,42% no dia.

Nesta tarde, o risco-país, medido pelo banco JP Morgan, recuava 11 pontos, para 475 pontos-básicos sobre os títulos do Tesouro norte-americano. O Global-40 subia 0,6% e era cotado a 111,625% do valor de face.

Na última sessão, o tom mais pessimista dos mercados de dívida e a preocupação com uma possível desaceleração econômica global levaram o dólar a subir 1,63%.

Analistas disseram que as preocupações ainda pesam sobre o mercado, mas ingressos de recursos e a ausência de notícias de maior impacto no dia abriram espaço para a queda do dólar.

- Ainda é cedo para dizer se o dólar é para cima ou para baixo, acho que o mercado ainda vai ficar um pouco de lado, de olho no que acontece no risco e no dólar lá fora - afirmou Fernando Netto, operador de câmbio do banco Prósper.

No front externo, o avanço do euro sobre o dólar também deu suporte à melhora do real. O euro era cotado acima de 1,30 dólar, em meio a preocupações com a vulnerabilidade do crescimento econômico dos Estados Unidos.

De acordo com Mário Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação, o volume de negócios foi um pouco maior nesta segunda-feira, ainda com destaque para o fluxo de ingressos.
O principal foco da semana é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia a decisão sobre a taxa básica de juros na quarta-feira.

Segundo Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, alguns investidores apostam em aumento de 0,25 ponto percentual, para 19,50%, com base no recente avanço dos índices de inflação.

Pesquisa da Reuters, no entanto, mostrou que a maioria dos economistas vêem manutenção do juro em 19,25%.

Na manhã desta segunda-feira, o relatório Focus do Banco Central mostrou que o mercado elevou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pela sétima vez consecutiva.

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