Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Celso Amorim nega que Brasil queira intervir na Venezuela

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, rebateu nesta terça-feira as críticas de intervenção do governo brasileiro em assunto interno da Venezuela, ao considerar que "o Brasil tem uma preocupação natural e legítima de que a crise tenha uma solução pacífica. A nossa proposta foi aceita até pela OEA (Organização dos Estados Americanos)". E acrescentou: "O objetivo é facilitar um diálogo, quase surdo, entre a oposição e o governo". (Leia Mais)

Terça, 21 de Janeiro de 2003 às 11:43, por: CdB

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, rebateu nesta manhã as críticas de intervenção do governo brasileiro em assunto interno da Venezuela, ao considerar que "o Brasil tem uma preocupação natural e legítima de que a crise tenha uma solução pacífica. A nossa proposta foi aceita até pela OEA (Organização dos Estados Americanos)". E acrescentou: "O objetivo é facilitar um diálogo, quase surdo, entre a oposição e o governo". Em entrevista ao programa "Bom Dia Brasil", da Rede Globo de Tevlevisão, Amorim disse ainda que o governo brasileiro está disposto a receber a oposição venezuelana e que está sendo discutido "quem vai recebê-la, dependendo de sua representação". Na opinião do ministro, "no momento o mais importante é conversar e ver as formas de melhorar o diálogo, porque no fundo só os venezuelanos podem resolver esse problema". Celso Amorim adiantou também que o Brasil apresentará propostas apenas sobre produção agrícola e indústria, para a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Os planos para outros setores, disse, ainda devem ser analisados mais profundamente. "Não haverá ofertas em relação às compras governamentais e investimentos, porque é preciso refletir mais sobre as questões. E sobre a área de serviços, pretendemos fazer uma avaliação rápida", informou, justificando: "O Brasil também é um estado federativo, há uma série de complexidades que impedem que um governo que tomou posse há 15 dias faça uma oferta".

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