A Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) e o Consórcio Barra Nova (Norberto Odebrecht-Carioca Engenharia), aproveitando as boas condições marítimas, iniciam o transporte do último tubulão do emissário submarino da Barra da Tijuca. Ainda abrigado na Ponta do Caju, Zona Portuária do Rio, o tubo, com extensão de 1.554 metros, percorrerá 35 quilômetros até a Barra, na Zona Oeste do Rio, contando com apoio de 11 rebocadores, duas lanchas e jet-skys. A chegada deve ocorrer até às 5h desta sexta-feira.
Tão logo amanheça, os técnicos começam os trabalhos de alinhamento, despressurização, assentamento e acoplamento da tubulação que ficará até 30 metros de profundidade, a mais de 4,1 quilômetros da praia, sob a supervisão do assessor de Desenvolvimento e Gestão da Cedae, Roney Martins Moreira, coordenador do Programa de Saneamento da Barra e Jacarepaguá (PSBJ).
A exemplo do que ocorreu com os anteriores, 200 engenheiros, técnicos, mergulhadores e participantes do pessoal de apoio estarão envolvidos nesses trabalhos, com escolta da Marinha e colaboração do Grupamento Marítimo de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros (G-Mar) e do 31º Batalhão da Polícia Militar (Recreio), para que as tarefas técnicas sejam exercidas com segurança na terra e no mar.
O tubo é fabricado em polietileno de alta densidade, material resistente à corrosão e possui 1.400 milímetros de diâmetro. Já estão assentados 4.124 metros de canalização no fundo do mar. No total, o emissário submarino terá 5.180 metros de extensão e capacidade para lançar adequadamente até 5,1 mil litros de esgoto por segundo em alto mar, beneficiando 1,2 milhão de habitantes.
Um tubo reserva, de 518 metros de comprimento, está enterrado ao lado do primeiro para atender à demanda por mais esgotamento sanitário na Baixada de Jacarepaguá dentro de 15 anos, o que evitará futura construção de outro píer, cujo custo é alto.