O diretor da Cedae, Aldoir Melquíades, disse no sábado que o governo do Estado do Rio de Janeiro está investindo um dos mais volumes de recursos já realizados nos últimos anos, na região da Barra, Jacarepaguá e Recreio. Segundo ele, são cerca de R$ 500 milhões, destinados ao Programa de Saneamento da região, para a implementação de sistemas completos de esgotamento sanitário e a revitalização das lagoas da região.
A afirmação foi feita por Aldoir durante o Encontro de Síndicos da Barra da Tijuca 2005, promovido pela Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) e pela Câmara Comunitária da Barra.
De acordo com o diretor da Cedae, as obras do programa encontram-se em ritmo normal, com previsão de conclusão da primeira fase até dezembro deste ano e a segunda fase em setembro de 2006. Quando estiver concluído, o conjunto de obras vai beneficiar 1,2 milhões de habitantes.
- É um ambicioso projeto que resolverá o problema de esgoto, além de revitalizar as lagoas da região, através do trabalho que vem sendo desenvolvido também pela Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) - afirmou.
O Programa de Saneamento da Barra, orçado em R$ 180 milhões, prevê a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), emissário terrestre e submarino e obras complementares. Segundo Aldoir, 90% da estação de tratamento estão construídos e quando estiver em funcionamento terá capacidade para tratar 5,3 mil litros de esgoto por segundo, provenientes do Itanhangá, Joatinga, Centro da Barra, Jardim Oceânico, Tijucamar, Marapendi, Novo Leblon, Santa Mônica, Lagoa da Tijuca, Recreio e Jacarepaguá.
Aldoir disse que o emissário terrestre já está com 722 metros concluídos; 4.207 metros de redes coletoras já implantadas na Joatinga; 140 ligações domiciliares executadas e cinco travessias executadas (Avenida Sernambetiba, Avenida das Américas, Canal de Marapendi e Lagoa de Marapendi).
Já o emissário submarino, segundo Aldoir, deverá estar concluído no final deste ano e até o momento já foram assentados 5.700 metros de tubulações de polietileno, de 1.400 milímetros de diâmetro, faltando interligar os tramos e concluir a desmontagem do píer na praia. Ele acrescentou que a Barra terá ainda obras complementares, com travessias especiais, quatro elevatórias, interligação das redes coletoras e ligações prediais nas sub-bacias de Marapendi Sul e Norte.
Aldoir informou que em Jacarepaguá já foram assentados 6.342 metros de linha de recalque, 30 mil metros de redes coletoras de esgoto e 5 mil metros de coletores troncos. Das quatro elevatórias previstas, duas já foram concluídas - Jacarepaguá e Rio das Pedras - e, das 16 travessias do projeto, quatro estão prontas e três encontram-se em obras.
Na região, segundo ele, serão realizadas ainda obras complementares nos bairros da Taquara, Curicica, Tanque e Praça Seca, com a implantação de 180 mil metros de extensão de rede coletora, 15 mil ligações domiciliares, 3.600 metros de coletores troncos, cinco elevatórias e cinco travessias.
- A rede coletora de Curicica já está em execução e já foram assentados 50 mil metros de tubulação. Os investimentos ali são de R$ 45 milhões - disse.
Já no Recreio, onde as obras estão em andamento, de acordo com Aldoir serão gastos cerca de R$ 4,5 milhões na construção de um interceptor terrestre, rede coletora com 105 quilômetros, 6.500 ligações domiciliares, quatro estações elevatórias, além de um coletor tronco de 6 mil metros de extensão.
O Programa de Saneamento da Barra, Jacarepaguá e Recreio prevê, ainda, a revitalização do sistema lagunar formado pelas lagoas da Tijuca, Jacarepaguá, Marapendi e Camorim; o Projeto Lagoamar, para reativação da antiga ligação da lagoa com o mar, através do Canal de Sernambetiba, na Praia da Macumba, Recreio dos Bandeirantes e o desassoreamento de todos os canais e rios que interligam as lagoas; a Operação Rio Limpo, com a dragagem de mai