Os alimentos fora dos padrões de comercialização que seriam jogados no lixo na Ceasa localizada em Tribobó, São Gonçalo, serão distribuídos à população carente. São hortifrutigranjeiros próprios para o consumo, mas que não podem ser colocados à venda porque apresentam pequenas marcas produzidas no transporte. A determinação partiu da governadora Rosinha Garotinho, após sugestão encaminhada ao coordenador da Ouvidoria Geral do Estado - Fala-Cidadão, Gilson Barcellos, por Marli Fernandes da Silva.
O coordenador Gilson Barcellos fez contato com a diretoria da Ceasa, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior (Seaapi), e foi informado que a empresa não gerencia a doação ou lançamento de alimentos no lixo. O diretor administrativo das Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa), Luiz Cláudio de Souza Maia, esclareceu, ainda, que a atividade da empresa se restringe à locação dos boxes e à administração da unidade, cabendo somente aos permissionários a comercialização e doação dos produtos.
O diretor técnico de operações da Ceasa de Tribobó, Mauro Pimentel, informou à Ouvidoria Geral do Estado - Fala Cidadão que os alimentos não-aproveitados para a venda pelos comerciantes são colocados pelos próprios produtores em caixas situadas em locais determinados pela Ceasa no interior da unidade, próximos à área livre. "Ali ficam à disposição da população carente para coleta, de segunda a sábado, das 6h às 10h, quando um sinal indica o fim da coleta", garantiu Pimentel.
Alimentos são sadios
Os produtos colocados diariamente à disposição da população carente apresentam ligeiras marcas produzidas no transporte que inviabilizam a comercialização sem impedir o consumo. Assim, explicou o diretor administrativo da Ceasa, Luiz Maia, cenoura, berinjela,
chuchu, tomate, jiló, beterraba, couve, alface, chicória e muitos outros hortifrutigranjeiros, totalizando cerca de 500 kg por semana, são colocados à disposição da população carente.
Cerca de 150 pessoas são beneficiadas diariamente, representando uma base de 35 famílias não-cadastradas e sem ajuda oficial. Esse cadastro integra o Programa Panela Cheia,
do Governo do Estado, que atende a 2.100 famílias por semana, distribuindo, em média, 11 toneladas de alimentos que não seriam comercializados. O programa aproveita as "sobras" que não apresentam mais padrão comercial, porém permanecem sadias e próprias para o consumo, e são levadas a uma central de processamento e ensacoladas para distribuição entre as famílias
cadastradas na Ceasa.
O Programa Panela Cheia, criado no governo Garotinho, tem como principal objetivo reforçar e complementar a mesa das famílias carentes. O programa tem tido apoio integral da governadora Rosinha Garotinho, já que o Rio de Janeiro foi pioneiro, no governo Garotinho, no combate efetivo à fome, com distribuição clara e transparente de produtos alimentícios.Sugestões como a de Marli da Silva chegam diariamente ao Fala-Cidadão, da Ouvidoria Geral do Estado, que também recebe mensagens, queixas, reclamações e denúncias, através do telefone (21) 2554-2000, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8 às 14h; da Caixa Postal nº 13.580, CEP 20.210-972, RJ; e do e-mail falacidadao@ouvidoria.rj.gov.br.