Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Ceasa distribui meia tonelada de alimentos por semana para carentes

Os alimentos fora dos padrões de comercialização que seriam jogados no lixo na Ceasa localizada em Tribobó, São Gonçalo, serão distribuídos à população carente. São hortifrutigranjeiros próprios para o consumo, mas que não podem ser colocados à venda porque apresentam pequenas marcas produzidas no transporte. (Leia Mais)

Sexta, 03 de Outubro de 2003 às 12:01, por: CdB

Os alimentos fora dos padrões de comercialização que seriam jogados no lixo na Ceasa localizada em Tribobó, São Gonçalo, serão distribuídos à população carente. São hortifrutigranjeiros próprios para o consumo, mas que não podem ser colocados à venda porque apresentam pequenas marcas produzidas no transporte. A determinação partiu da governadora Rosinha Garotinho, após sugestão encaminhada ao coordenador da Ouvidoria Geral do Estado - Fala-Cidadão, Gilson Barcellos, por Marli Fernandes da Silva.

O coordenador Gilson Barcellos fez contato com a diretoria da Ceasa, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior (Seaapi), e foi informado que a empresa não gerencia a doação ou lançamento de alimentos no lixo. O diretor administrativo das Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa), Luiz Cláudio de Souza Maia, esclareceu, ainda, que a atividade da empresa se restringe à locação dos boxes e à administração da unidade, cabendo somente aos permissionários a comercialização e doação dos produtos.

O diretor técnico de operações da Ceasa de Tribobó, Mauro Pimentel, informou à Ouvidoria Geral do Estado - Fala Cidadão que os alimentos não-aproveitados para a venda pelos comerciantes são colocados pelos próprios produtores em caixas situadas em locais determinados pela Ceasa no interior da unidade, próximos à área livre. "Ali ficam à disposição da população carente para coleta, de segunda a sábado, das 6h às 10h, quando um sinal indica o fim da coleta", garantiu Pimentel.

Alimentos são sadios

Os produtos colocados diariamente à disposição da população carente apresentam ligeiras marcas produzidas no transporte que inviabilizam a comercialização sem impedir o consumo. Assim, explicou o diretor administrativo da Ceasa, Luiz Maia, cenoura, berinjela,
chuchu, tomate, jiló, beterraba, couve, alface, chicória e muitos outros hortifrutigranjeiros, totalizando cerca de 500 kg por semana, são colocados à disposição da população carente.

Cerca de 150 pessoas são beneficiadas diariamente, representando uma base de 35 famílias não-cadastradas e sem ajuda oficial. Esse cadastro integra o Programa Panela Cheia,
do Governo do Estado, que atende a 2.100 famílias por semana, distribuindo, em média, 11 toneladas de alimentos que não seriam comercializados. O programa aproveita as "sobras" que não apresentam mais padrão comercial, porém permanecem sadias e próprias para o consumo, e são levadas a uma central de processamento e ensacoladas para distribuição entre as famílias
cadastradas na Ceasa.

O Programa Panela Cheia, criado no governo Garotinho, tem como principal objetivo reforçar e complementar a mesa das famílias carentes. O programa tem tido apoio integral da governadora Rosinha Garotinho, já que o Rio de Janeiro foi pioneiro, no governo Garotinho, no combate efetivo à fome, com distribuição clara e transparente de produtos alimentícios.Sugestões como a de Marli da Silva chegam diariamente ao Fala-Cidadão, da Ouvidoria Geral do Estado, que também recebe mensagens, queixas, reclamações e denúncias, através do telefone (21) 2554-2000, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8 às 14h; da Caixa Postal nº 13.580, CEP 20.210-972, RJ; e do e-mail falacidadao@ouvidoria.rj.gov.br.

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