Leonardo PradoMaurício Quintella Lessa propôs nova pena para crimes contra a fauna.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira (8) o Projeto de Lei 1634/07, do deputado João Dado (PDT-SP), que prevê proteção especial às espécies de abelhas polinizadoras. O projeto obriga os apicultores a fornecer informações para um banco de dados sobre a dinâmica populacional dessas abelhas, que, por meio da polinização, garantem a reprodução de várias espécies vegetais.
O banco deverá ser mantido por órgão da administração pública federal, que tornará disponível ao público as informações sobre oscilação, crescimento ou redução populacional das espécies.
O relator, deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL), recomendou a aprovação da matéria na forma de um texto substitutivo.
Penas
O substitutivo duplica a pena atual prevista para quem cometer crime contra a fauna - detenção de seis meses a um ano e multa - quando esse crime for praticado contra espécie declarada como especialmente protegida. O texto original triplicava essa pena.
Quintella Lessa, no entanto, preferiu inserir o aumento de pena no mesmo caso hoje previsto para crimes praticados contra espécie rara ou ameaçada de extinção. “Parece estranha uma proteção maior para a espécie especialmente protegida do que para aquela ameaçada de extinção”, argumentou.
Segundo o texto aprovado, a pena será aumentada de 1/6 a 1/3 se o crime for cometido contra espécies das quais dependa uma outra espécie declarada como especialmente protegida.
Maurício Quintella Lessa também acatou emenda da Comissão de Meio Ambiente que obriga o poder público a publicar a lista das espécies das quais outra espécie protegida dependa para sobreviver.
O projeto altera as leis 5.197/67 (que garante proteção às espécies ameaçadas de extinção) e 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais).
Tramitação
O projeto ainda será analisado pelo Plenário.
Edição – Pierre Triboli