A CBF entregou nesta terça-feira à Fifa, em Zurique, na Suíça, seu projeto para receber a Copa do Mundo de 2014, para a qual o Brasil é candidato único. No dossiê entregue por Ricardo Teixeira a Joseph Blatter estão as respostas do Brasil para cumprir o caderno de encargos exigido pela entidade máxima do futebol mundial. A decisão sobre se o país será sede do Mundial sai no dia 30 de outubro.
- Vimos nos últimos dias como o futebol pode trazer alegria e esperança, e como ele pode unir as pessoas, com a vitória do Iraque na Copa da Ásia. E nada traz mais alegria, esperança e união do que uma Copa do Mundo, quando todo o planeta se junta para uma celebração verdadeira - disse Blatter, presidente da Fifa, discutindo com o escritor Paulo Coelho, que integrou a delegação brasileira, sobre o papel do esporte na busca pela paz mundial.
Além de Paulo Coelho, Romário também fez parte da comitiva. O ex-jogador agora faz parte do comitê de desenvolvimento técnico da Fifa.
- Representamos aqui 180 milhões de brasileiros e estou 100% seguro de que o Brasil tem a capacidade de organizar um evento desta magnitude - afirmou o atacante campeão mundial em 1994.
O grupo mostrou a candidatura a Blatter e ao secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, em uma apresentação de 30 minutos, antes da entrega do dossiê. O próximo passo no processo será a visita de inspetores da Fifa às 18 cidades brasileiras candidatas a receber os jogos, já a partir do final de agosto - 12 deverão ser escolhidas.
No dia 29 de outubro, a CBF apresenta a candidatura ao comitê executivo da Fifa, uma dia antes de este mesmo comitê decidir se a Copa será no Brasil.
Gastos
Antes mesmo da escolha do Brasil como sede, a CBF já é cobrada pelo governo federal. Sob os efeitos do estouro no orçamento do Pan, o Ministério do Esporte afirma que desta vez não quer surpresas em relação aos gastos públicos.
- A partir do momento em que a Fifa aprovar o projeto brasileiro, não vamos ser pegos de surpresa. Valerá o que estivar no projeto - diz Alcino Reis Rocha, secretário do ministério envolvido no planejamento.
Em 2003, a previsão era que os governos federal e estadual e a Prefeitura do Rio gastassem juntos R$ 414 milhões. No final, a conta foi de R$ 3,7 bilhões.
A promessa da confederação brasileira é de não haver gasto público na construção de estádios. Os governos teriam de investir em infra-estrutura, além de dar isenções fiscais à Fifa.
Outra preocupação do ministério é evitar que Brasília socorra Estados e cidades que não banquem os gastos. Justamente o que o governo federal alega ter ocorrido no Pan.
Lista das 18 cidades candidatas e seus estádios (por ordem alfabética)
Belém - Mangueirão
Belo Horizonte - Mineirão
Brasília - Mané Garrincha
Campo Grande - Morenão
Cuiabá - Verdão
Curitiba - Arena da Baixada
Florianópolis - Orlando Scarpelli
Fortaleza - Castelão
Goiânia - Serra Dourada
Maceió - Arena Zagallo (nova construção)
Manaus - Vivaldão
Natal - Estrela dos Reis Magos (nova construção)
Porto Alegre - Beira-Rio
Recife-Olinda - Arena Recife-Olinda (nova construção)
Rio Branco - Arena da Floresta
Rio de Janeiro - Maracanã
Salvador - Arena da Bahia (nova construção)
São Paulo - Morumbi