O deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) lançou sua candidatura avulsa à presidência da Câmara. Na presença de cerca de dez parlamentares e ao lado de sua mulher, Amélia, Cavalcanti garantiu que levará sua candidatura até o fim, disputando à presidência na eleição marcada para o dia 14 de fevereiro, e que não "está atrás de cargos".
Porta-voz do chamado baixo clero (grupo de deputados com pouca expressão pública), Cavalcanti apresentou um documento, com firma reconhecida em cartório, no qual garantiu renunciar a seu mandato de deputado federal, caso desista da candidatura à presidência da Câmara.
"É preciso acabar com essa história de que minha candidatura é temporária", disse Cavalcanti, ao negar qualquer acordo em prol da candidatura do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG). Em 2001, ele também lançou-se candidato avulso à presidência da Câmara contra o hoje governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves. Mas acabou desistindo da candidatura e fechou um acordo com Aécio para ocupar a primeira-secretaria da Câmara. Em seu discurso, Cavalcanti prometeu independência da Câmara em relação ao Executivo e disse ainda que "não irá subjulgar os deputados aos caprichos do Palácio do Planalto e dos ministros".
Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026
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