O delegado Paulo Luiz Bittencourt manteve nesta quarta-feira, em depoimento ao 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, a versão de que a modelo Cristiana Ferreira cometeu suicídio, de acordo com os laudos e provas do caso.
Ela foi encontrada morta em um hotel de luxo da capital mineira, em 2000. O inquérito policial feito na época concluiu por suicídio. O Ministério Público discordou da versão, reabriu as investigações e defende que a modelo foi assassinada.
O detetive Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho, ex-namorado de Cristiana, foi apontado como autor do crime e preso em 29 de maio deste ano. Ele teve o pedido de relaxamento de prisão negado em quatro de agosto.
Além do delegado, prestaram depoimento Vildete de Oliveira, mãe de Reinaldo Pacífico, e Júlio César Prado, garçom do hotel em que a modelo foi encontrada. De acordo com o fórum, Vildete não forneceu informações novas e disse que o filho é inocente.
Júlio confirmou os testemunhos dados à delegacia de que serviu apenas o almoço à Cristiana e não viu se ela estava acompanhada no quarto.
Elizabeth de Souza Fiuza Ferreira e Willian Saturnino de Oliveira compareceram ao tribunal, mas foram dispensados pelo juiz Nelson Missias. Luiz Fernando de Novaes Ferreira não compareceu e o magistrado julgou que seria melhor ouvir todos em uma nova convocação, ainda sem data. Fábio Cota Araújo será ouvido na Comarca de Santa Bárbara.
O juiz aprovou também no último dia quatro uma nova exumação do corpo da modelo. Os restos mortais foram removidos para exames pela primeira vez no dia 19 de dezembro do ano passado.
Segundo o médico legista responsável pela análise do cadáver, Roberto Pereira Campos, foram encontradas marcas de violência e indícios de asfixia. O resultado foi questionado pelo perito Ernane José da Costa, que participou dos trabalhos, mas não assinou o laudo. Ele defende a tese de envenenamento.
Causa da morte da modelo Cristiana Ferreira continua sendo suicídio
Quarta, 13 de Agosto de 2003 às 16:17, por: CdB