A australiana Cate Blanchett está prestes a dominar as telas de cinema brasileira, nesse final de semana ela entreré em cartz com dois filme "O custo da coragem" e "Desaparecidas". e já vive a saga do "Senhor dos Anéis".
Cate não esteve no Oscar, ela é avessa a badalações, mas a razão foi outra, ela está grávida e foi desaconselhada pelos médicas a viajar. Quando filmou"Desaparecidas", já estava esperando o bebê; mesmo grávida, Cate não pára de trabalhar: depois de acabar "Desaparecidas", já filmou com Martin Scorsese "The aviator" e "The life aquatic", dirigida por Wes Anderson.
A crítica derramou-se em elogios por sua atuação em "O custo da coragem", filme de Joel Schumacher, contanto a história verdadeira da jornalista irlandesa surrada por traficantes de drogas de Dublin. Pelo papel de Veronica, Cate concorreu ao Globo de Ouro de melhor atriz dramática, mas perdeu para Charlize Theron, que viria a vencer também o Oscar.
No Festival de Cinema de Toronto, quando o filme foi exibido pela primeira vez, Cate disse aos repórteres que ficou apavorada de interpretar a história verdadeira de uma jornalista irlandesa batalhadora, mas fez questão de frisar que o filme em si não representa a verdade. Para se preparar, Blanchett conversou com familiares e amigos da jornalista, além de estudar entrevistas gravadas em vídeo por Veronica, para pegar o tom da voz e os trejeitos.
- A maneira como alguém respira, forma frases ou escolhe o que não dizer revelam muito sobre sua personalidade. Isso é muito importante, porque ela foi uma mulher incrivelmente complexa - explicou Cate, acrescentando que fez questão de não só imitar a jornalista - Sou uma atriz, não uma mímica.
Na outra semana, Cate viaja no tempo e encara uma aventura no Velho Oeste, em "Desaparecidas". O filme, lançado em novembro nos Estados Unidos, tinha pretensões de estar entre os concorrentes para o Oscar, mas não conseguiu. Dirigido por Ron Howard (de "Uma mente brilhante"), o longa tem também a estrelinha Evan Rachel Wood, a mesma que fez uma menina mal-comportada em "Aos treze", exibido no Festival do Rio.
"Desaparecidas" é uma mistura de várias histórias que já deram certo no cinema: mocinhos e bandidos, complicações familiares e tráfico de mulheres brancas. Passado no fim do século XIX, num lugar perto da fronteira do México, o filme é bonito, desolado e aterrorizado por uma gangue de índios e bandidos. Cate é a fazendeira que leva vida dura para criar duas filhas e seu mundo despenca quando reaparece o pai sumido há 20 anos, o marido é assassinado e a filha adolescente, seqüestrada.
O pai é o ator Tommy Lee Jones, um anti-herói, meio homem branco meio índio, que vai se redimindo no correr da história. A relação entre filha rejeitada e pai culpado dá o refinamento ao filme que mostra a aventura da família pelos perigosos descampados em busca da adolescente roubada.