Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

Catadores de lixo do Rio têm ajuda digital

Cerca de 12 núcleos que englobam 200 catadores de materiais recicláveis da cidade do Rio de Janeiro e de municípios na Baixada Fluminense foram atendidos este ano com ações de inclusão digital pelo projeto Catação-Rio. (Leia Mais)

Domingo, 16 de Dezembro de 2007 às 18:26, por: CdB

Cerca de 12 núcleos que englobam 200 catadores de materiais recicláveis da cidade do Rio de Janeiro e de municípios na Baixada Fluminense foram atendidos este ano com ações de inclusão digital pelo projeto Catação-Rio. O projeto é patrocinado pela Petrobras com recursos de R$ 1,8 milhão. O coordenador geral do Catação-Rio, Adauri Souza, explica que a finalidade do projeto é tornar os equipamentos digitais em instrumentos que ajudem os catadores.

- A gente fornece a eles não só a ferramenta material, que é o computador, como o próprio conhecimento para eles poderem fazer controle de estoque e contábil, por exemplo - afirma.

Segundo Adauri, os catadores receberam cursos de informática básica em outubro e novembro. Neste mês, os computadores estão sendo distribuídos para os núcleos atendidos. A capacitação, explicou ele, não se restringiu a conhecimentos de computação.

- Foram capacitados em cursos de cooperativismo, empreendedorismo e gestão de negócios 120 catadores- disse.

O atendimento foi expandido posteriormente em cada núcleo, já com uma carga horária menor, e pôde chegar aos 200 beneficiados diretos. As cooperativas atendidas pelo programa estão na Ilha do Governador, nos Complexos do Alemão e da Maré, em Brás de Pina e Duque de Caxias. Adauri acrescentou que todo o apoio em termos de assistência técnica está sendo dado também aos catadores.

- A informática é um pedaço do apoio que o projeto dá aos catadores no processo de profissionalização do negócio. Isso melhora a qualificação do negócio deles - destacou.

Um dos cooperados é Márcio Neves, da Saraiva Coop, de Duque de Caxias. Ele iniciou o curso de gestão ambiental e pensa em trabalhar como consultor na área ambiental, sem se afastar, entretanto, da atividade de catador.

- Toda a equipe do projeto nos ouve e conseguimos dialogar muito bem. Todos os meus sonhos estão se tornando realidade agora - declarou Neves.

Segundo Adauri, a renovação do projeto está sendo negociada com a Petrobras. Numa segunda etapa, revelou ele, as cooperativas serão legalizadas, tornando-se entidades formais. Além disso, haverá melhoria nas instalações físicas, fornecimento de equipamentos de proteção individual para os catadores, e cursos de assistência técnica e gestão administrativa.

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