Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

<i>Castelo de Areia</i> não esconde envolvimento da esquerda, diz Genro

Segunda, 06 de Abril de 2009 às 10:46, por: CdB

Ministro da Justiça, Tarso Genro voltou a afirmar que não houve favorecimento a partidos da base aliada no relatório final da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que investiga crimes financeiros e repasses da Construtora Camargo Corrêa. Em conversa com jornalistas, na manhã desta segunda-feira, o ministro disse que na próxima semana, quando dará explicações a senadores da Comissão de Constituição e Justiça, vai mostrar que sempre quando os resultados de investigações da PF são divulgados “há estremecimento”.

– São as dores do parto da Democracia e da República. Essa queixa (de favorecimento) também já houve em outras oportunidades. Isso é uma coisa natural – disse.

O ministro reforçou que “obviamente” nenhum partido foi privilegiado. Ele ressaltou que as investigações da PF são orientadas ou realizadas em conjunto com o MP.

A oposição apresentou um requerimento para que Tarso e o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, prestassem esclarecimento sobre a exclusão de três paridos da base do governo do relatório final da operação: PT, PV PTB, que teriam recebido repasses da Camargo Corrêa. No documento remetido à Justiça Federal, a PF citou sete partidos: PSDB, DEM, PPS, PMDB, PSB, PDT e PP.

Tags:
Edições digital e impressa