Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2026

Cássio Cunha diz que não renunciará

De acordo com o TSE, porém, o governador tem 15 dias após a publicação para entrar com recurso ou renunciar sem correr o risco de perder os direitos políticos. Além disso, há possibilidade também de renúncia após a entrada do recurso sem que a decisão tenha efeito. (Leia Mais)

Terça, 31 de Julho de 2007 às 10:13, por: CdB

O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), afirmou nesta terça-feira que não renunciará a seu mandato mesmo correndo o risco de perder os direitos políticos.

- Em absoluto. Não renuncio ao mandato, que pertence a mais de um milhão de paraibanos - afirmou o governador.

Cunha Lima teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba na última segunda.

A decisão do TRE é de que o segundo colocado nas eleições de 2006, o senador José Maranhão (PMDB-PB), assuma o governo após a publicação da decisão.

De acordo com o TSE, porém, o governador tem 15 dias após a publicação para entrar com recurso ou renunciar sem correr o risco de perder os direitos políticos. Além disso, há possibilidade também de renúncia após a entrada do recurso sem que a decisão tenha efeito.

Cunha Lima discursou por cerca de dez minutos e concedeu uma entrevista coletiva a jornalistas por outros vinte minutos.

O governador reconheceu que sofreu uma derrota, mas acredita que a decisão seja alterada no TSE.

- É importante lembrar que a decisão tomada em primeira instância será ainda analisada pelo TSE. Perdemos o primeiro tempo, mas falta ainda o segundo tempo. Reafirmo minha confiança na Justiça Eleitoral - disse.

Cunha Lima se disse ainda inconformado com a decisão, embora respeite o TRE.

- Mantenho o respeito às decisões, mas manifesto inconformismo e por isso os advogados vão recorrer. Não estou lutando apenas para preservar meu mandato, mas pelo direito de mais de um milhão de paraibanos que, de forma legítima, me concederam um segundo mandato.

O tucano evitou apontar culpados pela decisão.

- Eu não posso fazer nenhum juízo de valor a cerca da decisão do TRE. Muitos estão surpresos com a tranqüilidade que estou, com a paz dos justos e a certeza da força da verdade.

Cunha Lima destacou que, durante investigações policiais feitas após acusação de compra de voto, a denúncia não foi comprovada pela Polícia Federal.

- A investigação feita por compra de votos foi alvo de apreciação e não houve em apuração feita pela Polícia Federal qualquer apontamento nesse sentido. Vamos decidir isso na segunda instância e sigo reafirmando que não houve, de minha parte, nenhum ilícito.

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