Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026

Casos reportados da SARS sobem em província chinesa

Terça, 22 de Abril de 2003 às 19:25, por: CdB

Os casos reportados da síndrome respiratória aguda grave subiram severamente na última segunda-feira em uma província no norte da China, levantando a possível disseminação da doença pelo vasto interior do país. Um relato na semana passada de que 32 pessoas na província de Shanxi, uma região de minas de carvão e fábricas, haviam sido diagnosticadas coma doença, conhecida como SARS, já levantou a preocupação dos especialistas. A doença, que tem sido fatal em cerca de 4% dos casos, estava restrita à província de Guangdong e a Hong Kong, com pequenos números de casos em outras cidades chinesas. A preocupação aumentou na última segunda-feira quando o Ministério da Saúde, em sua atualização diária à Organização Mundial de Saúde (OMS), disse que 47 novos casos foram reportados em Shanxi, no domingo. "Estamos muito preocupados com o que pode estar acontecendo nas províncias", afirmou Henk Bekedan, diretor do escritório da OMS na região. Os casos de Shanxi estão concentrados à capital de Taiyuan, onde a SARS foi aparentemente introduzida há semanas por um turista voltando de Guangdong. Os novos números levam os casos reportados na região de Taiyuan a 79. Este é um pequeno número em uma região metropolitana de 3,3 milhões de habitantes, mas é mais que o dobro dos 37 casos reportados até segunda-feira em Pequim, a capital, com uma população metropolitana de aproximadamente 14 milhões. O governo considera a preocupação do público exagerada. No país, a China tem agora 1.418 casos da doença, com 64 mortes, de um total mundial de 3.619 casos e 144 mortes. Nos últimos dias, no que os oficiais internacionais chamam de um passo muito útil, os líderes da China expressaram nova preocupação com a doença e pediram uma maior abertura e medidas de controle mais eficazes. Em encontros durante o final de semana, o primeiro-ministro Wen Jiabao descreveu a ameaça da SARS como "grave" e pediu novos esforços para superá-la. Ele não descreveu a doença como "sob controle efetivo" - como os oficiais de saúde fizeram em um esforço de assegurar o público e evitar um cancelamento de viagens em massa. Bekedan disse que o surto em Shanxi pode refletir uma segunda onda natural de infecções, conforme os primeiros pacientes são expostos a pessoas saudáveis antes de serem diagnosticados e isolados. O que acontece a seguir dependerá da eficácia das medidas de controle introduzidas pelas autoridades locais. Ele disse que o aumento no número de casos também pode refletir a eficácia ou honestidade de Taiyuan depois que as autoridades enviaram uma equipe especial ao local na semana passada para fortalecer o esforço contra a SARS. Alcançado por telefone, oficiais do Ministério de Saúde e departamentos de saúde da província de Shanxi e Taiyuan city recusaram em comentar a questão. O Ministério deve emitir novos dados nesta terça-feira. Aumentando a preocupação dos especialistas estão a qualidade dos hospitais e vigilância em grande parte do interior da China. Milhões de funcionários das prósperas áreas costeiras viajaram para essas regiões durante o feriado do novo ano chinês, em fevereiro - quando a epidemia começou em Guangdong. "Supomos que todas as províncias da China terão casos", declarou Bekedan. Atrás de Shanxi em casos reportados, entre as províncias nacionais, fica os arredores de Mongólia, que até domingo havia reportado 17 casos. Outros números dos casos foram detectados em outras províncias, mas a grande maioria está em Guangdong, com mais de 1.250 casos reportados apesar de uma curva declinante de novas vítimas.

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