Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Casos de dengue em Sergipe cresceram 85% em abril

Quarta, 30 de Abril de 2008 às 14:14, por: CdB

O número de casos de dengue no estado de Sergipe cresceu 85% em abril, e o estado já registra 9.000 notificações este ano. Até março, a Secretaria Estadual de Saúde havia registrado 1.221. A situação no estado é de epidemia, com cerca de 500 casos para cada 100 mil habitantes. Até março, o número de casos já era 600% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

A crise de dengue no Nordeste, que teve seis das nove capitais da região apontadas como locais de alerta, está sendo discutida nesta quarta-feira entre autoridades estaduais e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que participa do Fórum de Governadores do Nordeste, em Maceió.

— Em Sergipe tivemos um acréscimo significativo [de casos] desde o mês de março – vínhamos identificando o aumento desde fevereiro e, por conta disso, estamos reforçando ações para combate ao mosquito [Aedes aegiptiy, transmissor da doença] —, afirmou a secretária-adjunta de Saúde do estado, Mônica Sampaio.

Pressionado pelo aumento de registro de casos, o estado criou mais 171 leitos de hidratação na rede pública de hospitais e está oferecendo uma gratificação extra aos agentes comunitários de saúde que atuam no combate ao Aedes aegypti. 

Em parceria com o governo federal, a Secretaria Estadual de Saúde pretende implantar um “ecoponto” para descarte de pneus usados – que acumulam água parada e servem de criadouro para o mosquito.

Na opinião da secretária-adjunta, a estabilização dos casos e o fim da epidemia de dengue em Sergipe dependem da colaboração da sociedade.

— É importante a participação da população, já que 80% dos criadouros são domiciliares, estão dentro das casas. O mosquito se urbanizou. Nós somos um estado endêmico e, para a gente controlar essa epidemia, é preciso mudar comportamentos —, aponta.

Além de demandas imediatas para controlar a dengue na região, a baixa disponibilidade de médicos para o sistema público de saúde da Região Nordeste também está na pauta das discussões com o ministro José Gomes Temporão, disse Mônica Sampaio.

— Temos dificuldade de recrutamento de médicos, faltam políticas de fixação, de interiorização desses profissionais —, disse. 

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