Integrantes da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanham as investigações do assassinato de três fiscais do Trabalho em Unaí (MG) acreditam que o alvo do crime era a subdelegada do Trabalho Dália Ulhôa, ouvida por eles na última sexta-feira.
Segundo os deputados, a diligência dos fiscais na última quarta-feira, dia dos homicídios, seria feita por ela e por Nelson José da Silva, que foi morto. Como era dia de seu aniversário, Dália Ulhôa tirou uma folga e foram chamados dois fiscais de Belo Horizonte, João Batista Soares Lage e Erastótenes de Almeida Gonçalves, que acabaram sendo assassinados. Desde o dia do crime, Dália está sendo escoltada por policiais militares.
Ataque
Os parlamentares também levaram ao ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) o boletim de ocorrência de um ataque feito a trabalhadores rurais por cerca de 12 homens encapuzados, na tarde do crime, na cidade vizinha de Vazante.
Os homens, que estariam portando armas de fogo, facões e pedaços de pau, colocaram os invasores da fazenda Lavado e seus pertences no caminhão Ford F350, placa KDE 0517, de 1973 e os abandonaram na comunidade de Bagres, no mesmo município. Eles teriam fugido em uma Saveiro cor prata, placa KEH 2229, e em uma Besta escolar placa JJK 4421, em direção a Paracatu (MG). Os deputados querem que a polícia investigue se há ou não relação entre o crime e o ataque aos trabalhadores.