A polícia fará na segunda-feira exame de DNA nos possíves vestígios de sangue encontrados no carro do motorista Sebastião Moura, que trabalhava para Todd e Michelle Staheli. Os resultados serão comparados às amostras recolhidas do casal norte-americano, assassinado em casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Neste sábado, foram feitas novas buscas na lagoa que fica atrás da residência, à procura da arma do crime, que completa hoje duas semanas, sem solução.
O luminol detectou vestígios de substância que pode ser sangue humano no porta-malas, câmbio, volante e maçaneta da porta do carro do motorista. Moura foi chamado à casa na manhã do dia 30 de novembro pelo casal Jeffrey e Carolyn Turner, amigos da família. Em depoimento à polícia, ele contou que encostou em Todd ao encontrá-lo, sangrando muito, em sua cama.
Ele disse também que, recentemente, socorreu duas vítimas de um acidente de trânsito, que entraram sangrando em seu Palio.
O carro foi apreendido pela polícia. Na sexta-feira, o chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, afirmou que ainda não há suspeitos. O advogado Márcio Feijó, que vinha representando Moura, disse que deixou o caso. Ele agora será assistido por Felipe Amodeo, segundo Feijó. Amodeo não foi encontrado pelo Estado para falar sobre o assunto.
Policiais e cinco técnicos da empresa particular Marbo Eletrônica usaram equipamentos de última geração na tentativa de localizar a arma do crime, que seria, segundo a perícia, um facão de jardinagem, um machado, um cutelo de cozinha ou uma enxada.
As buscas começaram às 11h20 e foram acompanhadas pelo delegado Marcus Henrique Alves, da delegacia da Barra, e pelo diretor da Polícia Técnica, Roger Ancillotti. Até as 13 horas, eles não haviam dado declarações sobre o resultado do trabalho, que pode continuar amanhã.