A secretária Elaine da Silva, que confessou o assassinato da estudante Priscila Belfort no início de agosto, mudou de novo sua versão em depoimento nesta sexta-feira, na Polinter, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, e negou participação no crime. Ela também retirou as acusações que envolviam onze pessoas como participantes do seqüestro e assassinato da universitária.
— O depoimento de Elaine tem validade zero —, avalia o delegado Anestor Magalhães, responsável pelas investigacões.
A mudança de versão aconteceu depois que a quebra de sigilo telefônico solicitada pela polícia mostrou que Elaine não ligou para Priscila no dia em que a universitária desapareceu. Sete pessoas que estão presas serão soltas. Segundo o delegado Anestor Magalhães não há provas do envolvimento dessa pessoas no crime. A prisão tinha se baseado nas acusações de Elaine.
O delegado Anestor Magalhães anunciou que vai pedir exame de sanidade mental de Elaine, que será encaminhada ao Manicômio Judiciário do Instituto Médico Legal.
A secretária disse, no primeiro depoimento, que marcara encontro com Priscila no dia do seu desaparecimento, em janeiro de 2004.
Rio de Janeiro, 14 de Fevereiro de 2026
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