A Polícia Federal do Rio indiciou por crime eleitoral o casal de ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho; o deputado federal Geraldo Pudim (PMDB-RJ); e o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB), ex-chefe da Polícia Civil do Rio. Eles são acusados de favorecer um grupo de um concurso para inspetor de Polícia Civil, em troca de votos nas últimas eleições. De acordo com informações da PF, os aprovados teriam se comprometido a conseguir 50 votos para os candidatos Pudim e Lins.
A PF informou que as ordens para o aproveitamento dos candidatos aprovados no concurso realizado em 2005, mas classificados além das 250 vagas oferecidas, eram repassadas pessoalmente pelo ex-governador Anthony Garotinho para Álvaro Lins.
A investigação aponta fortes indícios de que os quatro indiciados teriam agido para sabotar a candidatura do ex-deputado federal Josias Quintal, que ocupou o comando da Secretaria de Segurança no governo Garotinho. A PF constatou que, para evitar a eleição de Josias, vários policiais civis indicados para postos-chave pelo ex-secretário foram transferidos. A decisão “teria sido do próprio Garotinho”, como afirmam policiais federais.
O inquérito foi entregue em mãos ao procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, em Brasília. Agora, resta aguardar a decisão do procurador-geral de enviar a investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que o deputado federal Geraldo Pudim tem foro especial.