Rio de Janeiro, 15 de Fevereiro de 2026

Casagrande defende como técnico relatório que pede cassação de Renan

Quarta, 05 de Setembro de 2007 às 13:35, por: CdB

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) rebateu na tarde desta quarta-feira as acusações do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) sobre "equívocos de análise" no relatório que pede a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Um dos relatores do processo no Conselho de Ética do Senado, Casagrande disse que o documento foi elaborado com base na perícia técnica realizada pela Polícia Federal nas provas entregues por Renan.

— Nosso relatório é técnico. É com base nas informações apresentadas pelo senador Renan Calheiros, especialmente, que nós elaboramos nosso parecer. A perícia técnica da Polícia Federal tem credibilidade e o próprio Renan disse diversas vezes que estava satisfeito com a perícia da Polícia Federal —, ressaltou o senador do PSB.

Ele e Marisa Serrano (PSDB-MS) rebateram a acusação de terem sido “desleais” com o presidente do Senado e defenderam a aprovação do relatório que recomenda a cassação do mandato de Renan Calheiros.

— Acho que fomos duros no nosso relatório. Duros sim, mas desleais não —, afirmou Casagrande.
 
— O senador contabilizou como patrimônio mais do que sua renda. Teria todas as razões para votar a favor de Renan, mas minha posição de juiz não me permite —, disse.

A senadora Marisa Serrano também defendeu a aprovação do relatório.
 
— O relatório foi feito com base nos autos. Não concordo que eu tenha sido desleal, assim como o senador Casagrande —, disse a parlamentar.
 
— O presidente do senado e senador Renan Calheiros tem a obrigação de ser mais cuidadoso com seus amigos —, observou.

O Conselho de Ética do Senado reuniu-se nesta quarta-feira para votar o relatório dos senadores Renato Casagrande e Marisa Serrano, que pede a cassação de Renan por quebra de decoro parlamentar. Caso o relatório seja rejeitado, os integrantes do conselho vão analisar e votar o parecer do senador Almeida Lima, que recomenda o arquivamento do processo.

A representação contra Renan foi apresentada pelo P-SOL, que pediu investigações detalhadas sobre a denúncia de que o senador teria suas contas pessoais pagas por um lobista da construtora Mendes Júnior.

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