Casa Branca mobiliza exército no Twitter em guerra política
Em meio a muitas notícias desabonadoras sobre o lançamento do novo programa de saúde do governo federal, a Casa Branca quis desqualificar uma reportagem em especial.
Segunda, 04 de Novembro de 2013 às 08:30, por: CdB
Funcionários da Casa Branca rapidamente começaram a responder pelo Twitter
Em meio a muitas notícias desabonadoras sobre o lançamento do novo programa de saúde do governo federal, a Casa Branca quis desqualificar uma reportagem em especial.
Era da NBC, acusando o governo de Barack Obama de ter feito promessas irreais ao dizer que os norte-americanos que estivessem satisfeitos com seu plano de saúde poderiam mantê-lo. Segundo a emissora, o presidente afirmou isso apesar de saber que muita gente sofreria alterações na sua cobertura.
Funcionários da Casa Branca rapidamente começaram a responder pelo Twitter, que se tornou uma das armas mais poderosas e confiáveis do governo na tentativa de moldar a opinião pública e o conteúdo do noticiário.
Josh Earnest, porta-voz-adjunto de Obama, iniciou a ofensiva com uma série de tuítes dizendo que a lei da saúde pública protege os cidadãos contra mudanças na sua cobertura -- a não ser que as seguradoras tenham alterado tal cobertura.
- O ‘furo' da NBC cita a rotatividade normal no mercado de seguros individuais - tuitou Earnest a seus 9.500 seguidores do Twitter. A mensagem foi reproduzida 166 vezes, alcançando potencialmente 164 mil pessoas, segundo o Twitonomy, ferramenta analítica do Twitter.
Depois disso, funcionários da Casa Branca passaram uma hora tuitando e retuitando mais de uma dúzia de vezes mensagens sobre a reportagem da NBC, inclusive com interpelações diretas ao repórter responsável.
O debate sobre a honestidade de Obama ao tratar da lei da saúde pública, um dos marcos do seu primeiro mandato, prossegue. Mas, sob muitos aspectos, está claro que o Twitter se tornou tão importante quanto as entrevistas coletivas diárias para o arsenal de comunicação da Casa Branca.
As mensagens de 140 caracteres do microblog são mais rápidas do que um comunicado à imprensa, com uma abrangência mais ampla e direta do que as aparições nos canais a cabo de TV.
Seguindo uma estratégia defendida por Dan Pfeiffer, ex-assessor de Obama, a Casa Branca duplicou desde julho a sua presença no Twitter. Mas, na verdade, o exército tuiteiro da Presidência é apenas um dos participantes de uma guerra de mensagens travada nas redes sociais em Washington, e da qual participam também parlamentares e burocratas, tanto conservadores quanto liberais.
Quase todos os dias, a Casa Branca é o foco de farpas lançadas no Twitter por grupos conservadores como a Heritage Foundation, de personalidades digitais como Erick Erickson, do RedState.com, e de funcionários republicanos como Brendan Buck, porta-voz do presidente da Câmara, John Boehner.
Mas a operação da Casa Branca se destaca por sua agressividade, segundo analistas.
- Você nunca encontra uma organização que seja coletivamente tão boa no Twitter - disse Peter LaMotte, diretor de práticas das comunicações digitais na empresas Levick, que assessora grandes companhias sobre o uso das redes sociais
A conta de Twitter mais famosa associada ao governo é a @BarackObama, com 39 milhões de seguidores. Mas ela na verdade é mantida pelo grupo político independente Organizing for Action, que tem fortes ligações com a Casa Branca.
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