Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Carvalho diz que Levy vai aderir à filosofia econômica do governo

O Palácio do Planalto confirmou nesta quinta-feira Joaquim Levy como novo ministro da Fazenda e Nelson Barbosa como novo titular do Planejamento. Em comunicado, a Presidência também informou que Alexandre Tombini continua à frente do Banco Central.

Quinta, 27 de Novembro de 2014 às 13:08, por: CdB

O Palácio do Planalto confirmou nesta quinta-feira Joaquim Levy como novo ministro da Fazenda e Nelson Barbosa como novo titular do Planejamento. Em comunicado, a Presidência também informou que Alexandre Tombini continua à frente do Banco Central. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quinta-feira que o ingresso de Joaquim Levy na equipe econômica significa que ele está aderindo ao projeto de economia do governo e não que um programa pessoal dele esteja sendo aceito pelo Executivo.

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Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, durante encontro sobre o Fundo Amazônia em Brasília
Carvalho é o primeiro ministro do governo a falar abertamente do ingresso de Joaquim Levy na equipe econômica. Até agora, outras fontes do governo preferiam falar sob condição de anonimato sobre o tema. "Sinceramente só vejo com bons olhos a nomeação do Levy", disse Carvalho a jornalistas ao chegar ao seminário Agenda Futura da Participação Social, em Brasília. "E é evidente que, ao aceitar ser ministro desse projeto, ele está aderindo a esse projeto e à filosofia econômica desse projeto. O nome dele é importante porque pela trajetória dele, ele traz uma credibilidade, ele contribui com o nosso projeto", acrescentou o ministro. Apesar de serem anunciados nesta quinta como novos ministros, Levy e Barbosa não tomarão posse imediatamente. Eles devem fazer uma transição com a atual equipe econômica e, provavelmente, tomar posse em janeiro junto com os demais ministros, segundo disse à Reuters uma fonte do governo. Carvalho afirmou ainda que Levy não chega ao governo com um programa que será seguido. A política econômica, segundo o ministro, continuará sendo ditada pela presidente Dilma Rousseff. "É a coisa mais natural do mundo que se faça a discussão das medidas sempre a partir da presidenta. Não vamos esquecer disso: o ministro não é o presidente. Um ministro não toma decisões autônomas", afirmou. "Quem dá a cor do projeto é a presidenta e ela deixou claro na campanha e nos últimos quatro anos qual o nosso projeto, que é a continuidade desse projeto, que é o crescimento com inclusão social, a distribuição de renda", acrescentou. "O Joaquim não tem um programa pessoal... não há nenhuma submissão da presidenta Dilma a nenhum ministro."

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