Foi enterrado na tarde deste domingo, no cemitério Israelita de Vilar dos Teles, na Baixada Fluminense, o corpo do cartunista Redi. Ele morreu na noite de sexta-feira, aos 64 anos, vítima de um ataque cardíaco, em sua casa, na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea. O corpo só foi encontrado no sábado à tarde pelo irmão.
Redi teve seu talento reconhecido desde os dois anos, pela mãe, dona Tauba. O menino fez um desenho da babá brigando com um homem. Foi então que ela descobriu que a empregada tinha um namorado. Nascido em 30 de agosto de 1939, na Glória, Sílvio Redinger viveu quase quatro décadas no Leme, de onde só saiu nos anos 80 para ir morar em Nova York.
Tornou-se um dos cartunistas mais cultuados de sua geração.Radicado nos EUA, ele fazia charges para "The New York Times". Foi o primeiro profissional a ter uma charge na primeira página do jornal americano. Nos anos 80, foi um dos poucos artistas escolhidos pelo Museu de Arte Moderna de Nova York para desenhar cartões de Natal.
No Brasil, é conhecido pelo seu trabalho nos jornais O Globo, "O Pasquim", "Última Hora", "A Notícia" e "Correio da Manhã". Também criou desenhos para as aberturas de programas da Rede Globo, como o "Viva o Gordo" e a novela "Um sonho a mais".
Cartunista Reid é enterrado
Cartunista Reid é enterrado
Domingo, 15 de Fevereiro de 2004 às 15:56, por: CdB