Pelo menos 17 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em uma onda de atentados com carros-bomba na segunda-feira no centro de Bagdá, a maioria num bairro predominantemente xiita, segundo policiais e testemunhas.
O governo iraquiano, profundamente dividido, se prepara para receber uma segunda rodada de raríssimas discussões entre os rivais Estados Unidos e Irã, na terça-feira em Bagdá, para discutir a segurança no Iraque.
Três das quatro explosões de segunda-feira ocorreram no bairro de Karrada, na margem leste do rio Tigre. Dois carros-bomba explodiram quase simultaneamente perto de um prédio público e de um movimentado mercado a cerca de 500 metros de distância.
Um veículo foi detonado perto de uma repartição de Karrada que emite carteiras de identidade aos iraquianos. A polícia disse que o alvo aparentemente era uma patrulha policial que passava pelo local, e que três agentes estão entre os seis mortos. Outras 20 pessoas ficaram feridas.
- Foi uma cena horrível, de repente o fogo se espalhou pela área. Vi dois corpos carbonizados de policiais dentro do seu carro, e os feridos estava caídos no chão, só com as mãos se mexendo e pedindo socorro - disse o supermercadista Abu Nour, 45 anos, à Reuters.
As TVs mostraram uma fila de carros em chamas num beco que leva à repartição de identificação pública, enquanto moradores e comerciantes corriam em busca de abrigo.
Outras quatro pessoas foram mortas e 18 ficaram feridas em uma explosão quase simultânea ali perto, ao lado de uma das principais pontes que cruzam o Tigre e dão acesso à Zona Verde, área fortificada onde funcionam muitos órgãos públicos.
Menos de uma hora depois, outro carro-bomba, novamente tendo como alvo aparente uma patrulha policial que passava, explodiu na praça Al Wathiq, em Karrada, matando dois policiais e um civil.
Logo depois, já na hora do almoço, outras quatro pessoas morreram na explosão de um carro-bomba em frente ao Seerwan, o mais popular restaurante de kebabs de Bagdá, no outro lado do Tigre, junto à Zona Verde.