Um policial foi morto e ao menos 26 pessoas ficaram feridas na quarta-feira, quando dois carros-bomba explodiram do lado de fora do Centro Cultural Paquistanês-Americano, em Karachi, disseram autoridades e testemunhas.
As explosões, em um intervalo de menos de 15 minutos, aconteceram a cerca de 100 metros da casa do cônsul dos Estados Unidos na cidade e a cerca de 200 metros do consulado norte-americano, palco de um violento atentado com carro-bomba realizado em 2002 por ativistas islâmicos.
O ministro da Informação do país, Sheikh Rashid, disse ser cedo demais para identificar os responsáveis pelos atentados de quarta-feira, mas que o Paquistão investigaria a possibilidade de haver ligações com a rede Al Qaeda, de Osama bin Laden.
"Claro que se tratou de terroristas", afirmou. Questionado sobre se a Al Qaeda poderia estar envolvida, ele respondeu: "Parece que sim".
Um porta-voz da embaixada norte-americana não quis fazer comentários sobre o atentado. "Ainda estamos reunindo os fatos", limitou-se a dizer.
O correspondente da Reuters Aamir Ashraf chegou ao local do atentado pouco depois da primeira explosão e antes da segunda, mais forte e responsável por causar um número maior de vítimas.
"Houve uma grande explosão e todos ficaram paralisados", contou Ashraf sobre a segunda bomba detonada. "O carro-bomba foi envolvido pelas chamas e o primeiro carro-bomba também pegou fogo".
Um policial morreu mais tarde no Hospital Jinnah, em Karachi, disse uma autoridade. O chefe do departamento de emergência do hospital, Seemie Jamali, afirmou que cuidava de 26 pessoas feridas no atentado. Entre esses, seis estavam em estado grave.
Karachi, a maior cidade do Paquistão, tem sido palco de frequentes atos violentos praticados por militantes islâmicos desde que o presidente do país, Pervez Musharraf, ingressou na "guerra contra o terror" declarada pelos EUA.