Carros-bomba atingiram o norte do Iraque e Bagdá nesta segunda-feira, matando pelo menos três pessoas e ferindo outras cinco em mais um ciclo de violência que desafia o governo interino iraquiano antes da convenção política desta semana.
Na cidade de Basra, no sul do país, homens abriram fogo contra cinco mulheres que trabalhavam como faxineiras na empresa norte-americana Bechtel, matando duas e ferindo outras duas, disse a sobrevivente. As mulheres esperavam por um ônibus para levá-las ao trabalho quando foram atacadas. "Eu fingi que estava morta para que eles não atirassem em mim. Eu estava coberta pelo sangue das minhas amigas", disse Montaha Khalil, que saiu ilesa.
Rebeldes voltaram a usar carros-bomba e a lançar uma série de assassinatos e sequestros depois de um breve intervalo desde que o governo interino assumiu, em 28 de junho. Uma porta-voz do Exército dos EUA disse que um caminhão-bomba explodiu em frente a uma base dos EUA perto da cidade de Mosul (no norte do país), matando uma iraquiana e seu filho. Três soldados norte-americanos e três iraquianos ficaram feridos no incidente. Um dos iraquianos morreu logo depois.
A polícia disse que ninguém ficou ferido na explosão do carro-bomba em Bagdá. Também houve vários ataques com morteiros em Bagdá na manhã desta segunda-feira, ferindo uma pessoa, disseram a polícia e testemunhas.
Apesar da violência, o governo iraquiano disse que vai levar adiante a convenção nacional marcada para o final deste mês, que é considerada um passo importante para dar aos iraquianos um poder real sobre seu país.