O panico tomou conta de motoristas que passaram pelo Túnel Zuzu Angel no final da noite de quarta-feira. Seus carros foram apedrejados por moradores da Rocinha. Mesmo com a agressão ninguém ficou ferido. A violência foi uma forma de protesto pela morte de um menor durante uma ação da polícia na favela.
A ação seria um protesto pela morte do menor Luiz Eduardo Caldeira da Silva, de 16 anos, baleado na noite anterior na favela durante uma ação da polícia. Durante a tarde a Auto-estrada Lagoa-Barra chegou a ser fechada por policiais do Grupamento Tático Móvel (Getam) e pela CET-Rio para garantir a segurança dos usuários. O trânsito foi desviado para a Avenida Niemeyer. As interdições foram determinadas depois que cerca de 70 moradores da Rocinha se mobilizaram na auto-estrada.
Não é a primeira vez que a que os moradores da Rocinha fecham a auto estrada para protestar. Em 1998 cerca de 50 bandidos da Rocinha, divididos em dois grupos, atiraram contra 30 policiais do 23 BPM (Leblon), acuados na Auto-Estrada Lagoa-Barra. Durante quase duas horas, o Túnel Zuzu Angel ficou fechado. O tiroteio durou quase meia hora. Os traficantes, que usavam fuzis e metralhadoras, jogaram uma granada em direção aos policiais, deixando um soldado levemente ferido pelos estilhaços.
A ação mais violenta que ocorreu no local aconteceu em 1987, quando cerca de 300 moradores e PMs se enfrentaram numa batalha que durou seis horas. Os manifestantes foram reprimidos com cassetetes, mas revidaram atirando pedras. Eles arremessavam também coquetéis Molotov do alto da boca do túnel. Os policiais começaram a fazer disparos e a usar bombas de gás lacrimogêneo. Durante o confronto, estourou um tiroteio com traficantes.