Uma explosão aparentemente causada por um carro-bomba destruiu dois veículos do lado de fora de um restaurante da rede McDonald's em Istambul (Turquia), na quinta-feira, mas ninguém ficou ferido.
A segurança é um assunto que preocupa a cidade, a maior da Turquia, que sediará uma cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), entre 28 e 29 de junho, que contará com a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e de dezenas de líderes ocidentais.
A televisão mostrou dois carros destruídos pela explosão, que aconteceu no distrito de Acibadem, no lado asiático de Istambul, às 18h15 (12h15 em Brasília). A polícia isolou a área.
A agência de notícias Anatolian, estatal, citou o chefe da administração local, Yuksel Peker, dizendo que uma bomba havia provavelmente explodido no porta-malas ou debaixo de um dos dois carros.
A CNN turca disse que a polícia havia recebido um telefonema anônimo de alerta 15 minutos antes da explosão, o que facilitou a evacuação da área.
Até o momento, a polícia não havia comentado o incidente.
A explosão aconteceu horas depois de a polícia italiana ter dito que duas pequenas bombas caseiras haviam sido encontradas do lado de fora de uma loja do McDonald's, nos arredores de Roma. A polícia desativou os explosivos, que ela disse serem similares a coquetéis Molotov.
Na noite de domingo passado, quatro bombas de efeito moral -- que provocam grande barulho, mas poucos danos -- explodiram do lado de fora de franquias do banco britânico HSBC em Istambul e na capital turca, Ancara, antes de uma rápida visita do premiê britânico Tony Blair.
Essas explosões provocaram poucos danos e nenhuma vítima.
Mas o fato de o alvo ter sido o HSBC trouxe à memória as quatro grandes explosões que, em novembro passado, atingiram alvos judeus e britânicos em Istambul, e pelas quais a rede Al Qaeda, de Osama bin Laden, assumiu a autoria. Sessenta e uma pessoas morreram nos ataques de novembro. Um dos alvos foi o principal escritório do HSBC em Istambul.