Um carro-bomba explodiu perto de um centro de convenções de Madri, na quarta-feira, ferindo 43 pessoas, horas antes de líderes da Espanha e do México terem se encaminhado para o local. A explosão ocorreu após um alerta feito pelo grupo separatista basco ETA.
A bomba mais poderosa a registrada na capital espanhola desde os atentados de 11 de março, realizados pela Al Qaeda, foi detonada antes de o rei Juan Carlos, da Espanha, e o presidente mexicano, Vicente Fox, inaugurarem uma feira de arte ao ar livre em um complexo construído na periferia da cidade.
Dos 43 feridos, nenhum estava em estado grave -- 24 foram levados a um hospital. Entre as vítimas, havia seis policiais.
A explosão, que coincidiu com uma grande operação das forças de segurança contra o ETA, pareceu ter acabado com quaisquer esperanças de que o grupo declarasse uma trégua antes das eleições regionais marcadas para acontecer no País Basco em abril.
O atentado também pode prejudicar a candidatura de Madri para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2012.
"O grupo terrorista ETA está enfraquecido. Ele não tem futuro político, mas ainda continua tendo força operacional", afirmou o ministro do Interior da Espanha, José Antonio Alonso.
Segundo o Ministério do Interior, cerca de 200 policiais haviam participado da operação nacional realizada durante a noite e que conseguiu acabar com a estrutura de recrutamento do grupo basco. No total, 14 pessoas foram detidas.
Na quarta-feira de manhã, o jornal Gara recebeu um aviso do ETA afirmando que um carro-bomba explodiria pouco depois, perto do centro de convenções, disse a polícia.
Segundo Alonso, o carro usado na ação havia sido roubado em Guadalajara, uma cidade próxima.
"Ouvimos uma explosão enorme. Algumas pessoas ficaram gritando que se tratava de um terremoto. Outras diziam que era uma bomba", afirmou o empresário Paco Astorga, que trabalha em um prédio de escritórios próximo.
"Da minha janela, vimos uma coluna de fumaça branca",
afirmou o espanhol.
No dia 11 de março, em Madri, 191 pessoas foram mortas em atentados a trens da cidade, dias antes da eleição geral. Militantes ligados à Al Qaeda assumiram a responsabilidade pela ação.
A explosão de quarta-feira aconteceu a pouca distância do centro de convenções Ifema, onde o rei Juan Carlos e Fox iriam inaugurar uma feira de arte contemporânea. Segundo os organizadores do evento, a feira abrirá as portas.