Rio de Janeiro, 20 de Abril de 2026

Carro bomba deixa 15 mortos e 32 feridos em Bagdá

Quinta, 23 de Março de 2006 às 07:22, por: CdB

Pelo menos 15 pessoas, a maioria policiais, foram mortas quando um carro-bomba detonado por um militante suicida explodiu nesta quinta-feira do lado de fora do quartel-general da principal unidade criminal de Bagdá, informou o Ministério do Interior. O ministério afirmou que o motorista parou em um posto de controle e tinha seu veículo vistoriado quando detonou os explosivos.

Entre os mortos, dez são policiais. Outras 32 pessoas ficaram feridas, disse o ministério. Insurgentes sunitas tentando derrubar o governo liderado pelos Estados Unidos têm atacado forças de segurança iraquianas quase diariamente. Este foi o terceiro dia consecutivo que policiais são alvos de ataques no Iraque. Muitos dos ataques, coordenados pelas forças de resistência à invasão do país, têm como alvo pontos decisivos para a administração iraquiana. Os guerrilheiros também protestam contra as condições dos prisioneiros iraquianos nas cadeias administradas pelos EUA.

Sob tortura

O Departamento de Defesa dos EUA estuda a proibição oficial do uso nos tribunais de todas as provas obtidas mediante tortura dos detidos na base naval de Guantánamo, em Cuba, informou nesta quarta-feira um porta-voz do órgão. Bryan Whitman disse que a proibição seria estabelecida num regulamento ou norma por escrito. Até agora, disse Whitman, o Departamento de Defesa não havia cogitado proibir esse tipo de prova, porque os promotores militares sempre as consideraram inadmissíveis e porque a política do próprio Pentágono proíbe as torturas.

- Não achamos, até agora, que fosse necessário um regulamento específico porque, entre outras razões, isso poderia sugerir que as torturas ocorreram - explicou Whitman.

Apesar disso, o porta-voz insistiu que está sendo discutido "se é necessário ditar ou não uma ordem formal (...) que proíba os promotores de usar esse tipo de prova". A idéia teria como objetivo "eliminar qualquer dúvida" sobre o cumprimento da Convenção da ONU contra a Tortura nos processos de Guantánamo. A medida está sendo avaliada pelo Pentágono devido às denúncias dos advogados de vários suspeitos de terrorismo detidos em Guantánamo. Eles consideram ilegais os tribunais militares encarregados dos julgamentos, por usarem provas obtidas com torturas e maus-tratos.

A administração Bush qualifica os presos como "combatentes inimigos" e sustenta que poderá mantê-los detidos por tempo indefinido, sem recurso judicial. Os primeiros detidos chegaram a Guantánamo em 2002, vindos do Afeganistão, e foram transferidos pelos Estados Unidos sob o argumento de que seriam membros do extinto regime talebã ou da rede terrorista Al Qaeda.

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