Preso pela Polícia Federal na Operação Furacão, o desembargador José Eduardo Carreira Alvim, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, depôs na CPI do Grampo, presidida pelo deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). O depoimento foi prestado no plenário 7 do anexo II da Câmara Federal.
Em depoimento prestado à CPI há algumas semanas, o perito Ricardo Molina, especialista em fonética forense, afirmou que, após analisar todos os áudios dos diálogos do desembargador interceptados pela PF durante mais de dois anos, constatou que apenas duas ligações telefônicas, cuja duração não ultrapassa, no total, a um minuto, puderam ser aproveitadas para tentar incriminar o magistrado.
De acordo com Molina, após tanto tempo grampeada, qualquer pessoa vai acabar falando alguma coisa que pode vir a contribuir para incriminá-la, ainda que injustamente, se houver uma investigação aberta deliberadamente com esse objetivo.
Ainda segundo Molina, a transcrição de uma fala supostamente interceptada, levada ao ar por um telejornal e atribuída a Carreira Alvim não existe no material apresentado pela PF à justiça.
Carreira Alvim se explica diante gravações forjadas
Quarta, 04 de Junho de 2008 às 10:05, por: CdB