Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Carneiro entra no lugar de magalhães no Conselho de Ética

Sexta, 10 de Junho de 2005 às 07:29, por: CdB

O líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ), indicou o deputado federal Jairo Carneiro (PFL-BA) para o lugar do deputado Roberto Magalhães (PFL-PE) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. Carneiro era suplente do Conselho. Como foi indicado para a relatoria do processo que vai apurar as denúncias reveladas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), assume o lugar de Magalhães, que era titular e passa a ser suplente.

O Conselho de Ética ouvirá Roberto Jefferson nesta terça-feira, sobre o processo disciplinar instaurado contra ele em razão de pedido de cassação feito pelo presidente do PL, deputado Valdemar Costa Neto (SP). O pedido baseia-se em denúncia feita por Roberto Jefferson à Folha de S.Paulo sobre um suposto esquema de pagamento pelo PT de "mesada" de R$ 30 mil a deputados do Partido Liberal (PL) e do Partido Progressista (PP) em troca de apoio aos projetos do governo.

O relator do processo é o deputado Jairo Carneiro (PFL-BA).

- Aqui, não somos representantes de partidos políticos. Estamos defendendo a instituição e a reputação de todos os seus integrantes. Teremos que agir com serenidade, responsabilidade e determinação - disse o relator.

Na quinta, quando houve a primeira reunião do Conselho de Ética, o presidente Ricardo Izar (PTB-SP), disse que Jefferson abriu mão da defesa prévia a que tem direito. Ele quer se defender pessoalmente, na semana que vem. Os integrantes do Conselho vão pedir a ele as provas de que parlamentares receberiam o mensalão para apoiar o governo.

O deputado Roberto Jefferson também é investigado pela comissão de sindicância da Câmara, onde vai prestar esclarecimentos nesta quarta-feira, na sala de reuniões da Mesa.

Além disso, o deputado será investigado sobre as denúncias de que estaria envolvido em corrupção na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e no Instituto Resseguros Brasil (IRB).

O Conselho de Ética tem 90 dias para terminar as investigações. Se decidir que o deputado Roberto Jefferson deve ter o mandato cassado, o processo vai ao plenário da Câmara e tem que ser aprovado pela maioria dos deputados.

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