O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, pediu afastamento da presidência do PDT, cargo que ocupava simultaneamente. A informação foi confirmada, nesta sexta-feira, pela da assessoria de imprensa do partido. Segundo a assessoria, o ministro deixou o comando da legenda “por causa de pressões”.
Há cerca de três meses, a Comissão de Ética Pública recomendou a demissão de Lupi do ministério por considerar antiético o acúmulo de funções. Lupi alegou que não quer causar problemas para o presidente Lula. Ele só estava esperando a confirmação de Sepulveda Pertence como novo presidente da Comissão de Ética, para divulgar o afastamento da presidência do partido.
O ministro só esperava a decisão de Pertence, pois o antigo presidente da comissão, o ex-ministro da Fazenda Marcílio Marques Moreira estava em confronto político com ele e para o ministro, afastar-se da presidência do PDT com Marcílio à frente da comissão soaria como uma derrota ainda maior.
Lupi também enfrenta acusações de fazer parte de irregularidades em convênios firmados pelo Ministério do Trabalho com ONGs ligadas a políticos do PDT. O ministro negou as afirmações.
De acordo com a assessoria do PDT, o tempo do afastamento é indeterminado. O mandato de Lupi à frente da legenda terminaria em março de 2009. Lupi disse que seu substituto será o primeiro vice-presidente do partido, o deputado Vieira da Cunha (RS), atual líder do PDT na Câmara. Segundo Lupi, a posse do vice, em caso de licença do presidente, está prevista no estatuto do partido.