Carlos Chinin sonha com medalha nas Olimpíadas do Rio
O sucesso no Mundial de Moscou-2013 deixou Carlos Chinin otimista, a ponto de ele imaginar uma série de pódios até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016. Sob o comando do técnico ucraniano Oleg Ruiev, o decatleta trocou a BM&F pelo Pinheiros recentemente.
O sucesso no Mundial de Moscou-2013 deixou Carlos Chinin otimista
O sucesso no Mundial de Moscou-2013 deixou Carlos Chinin otimista, a ponto de ele imaginar uma série de pódios até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016. Sob o comando do técnico ucraniano Oleg Ruiev, o decatleta trocou a BM&F pelo Pinheiros recentemente.
- Eu tenho certeza que vou conseguir subir ao pódio em 2016”, disse Chinin, com argumentos matemáticos. “A cada dia de treino, penso que ganho um ponto. Se eu somar 300 pontos por ano, vou chegar às Olimpíadas com cerca de 9 mil pontos, perto do atual recorde mundial - disse Chinin, determinado.
- Não quero chegar em 2016 como uma incerteza, mas sim como uma grande chance de medalha. Penso nisso todos os dias. Todos os meus treinos são baseados nisso, pensando só na Olimpíada do Brasil. Não estou perdendo o foco. Sei o que preciso fazer e vou seguir tudo à risca até a hora de competir em 2016 - explicou.
No que classifica como a melhor temporada de sua carreira, o decatleta de 28 anos bateu o recorde sul-americano da modalidade com 8.393 pontos e alcançou a sexta colocação no Mundial, feito inédito para um brasileiro. A meta agora é buscar a melhor marca ibero-americana, em poder do cubano Leonel Suarez, de 8.654 pontos.
Chinin associa sua evolução significativa ao trabalho de Oleg Ruiev, contratado pela Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat). Ele compara a atuação de seu técnico ao desenvolvimento do salto com vara proporcionado pelo também ucraniano Vitaly Petrov, mentor de Elson Miranda, treinador que conduziu Fabiana Murer ao título mundial.
- É uma parceria que vem dando certo. O Oleg também fez o Luiz Alberto de Araújo e a Vanessa Scheffer melhorarem suas marcas. O que o Petrov promoveu no salto com vara, ele está repetindo no decatlo e no heptatlo. Quando eu encerrar a carreira e terminar o curso de educação física, também quero ser técnico para multiplicar ainda mais esse conhecimento - disse.
O brasileiro encerrou a temporada como sexto colocado no ranking da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), liderado pelo norte-americano Ahston Eaton, campeão olímpico, mundial e recordista. Para disputar o Mundial Indoor de Sopot-2014, em março, ele precisa ficar entre os oito melhores da lista específica dos eventos cobertos.
- O Mundial Indoor vai ser tão forte quando o outdoor. Por incrível que pareça, já não estamos mais pensando só em fazer o índice e disputar o campeonato, mas sim em ganhar medalha. Ninguém espera que eu faça resultado. Assim como em Moscou, vou apresentar meu cartão de visitas para o mundo novamente - avisou Chinin.
O brasileiro viaja para um período de treinamento na República Tcheca no começo de 2014 e em seguida participa de um torneio na Estônia como preparação para o Mundial Indoor. Em Sopot, ele disputará o heptatlo, já que o evento coberto terá uma prova de pista a menos e não prevê lançamento de disco nem de dardo.
- Vou fazer as minhas sete provas mais fortes - disse Chinin, pensando em iniciar uma série de pódios até os Jogos Olímpicos. “Em 2014, quero medalha no Mundial Indoor. Em 2015, no Mundial Outdoor e no Pan-americano. Tudo isso pensando no ouro de 2016 " enumerou, audacioso.
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