A advogada Carla Cepollina, acusada de assassinar o namorado no dia 9 de setembro, foi denunciada por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que impossibilitou defesa da vítima), cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão. Liliana Prinzivalli, mãe da advogada e namorada do coronel Ubiratan Guimarães, bateu boca na tarde desta quarta-feira com o promotor Luiz Fernando Vaggione. A discussão se deu durante entrevista coletiva sobre a denúncia que ele ofereceu à Justiça contra a filha.
A promotoria considerou que Carla agiu por vingança, já que Ubiratan havia decidido terminar o relacionamento de dois anos. A denúncia afirma que os dois mantinham "relacionamento amoroso em decadência" e que Carla usou "expedientes maliciosos para envolvê-lo afetivamente".
O juiz do 1º Tribunal do Júri, Alberto Anderson Filho, deve demorar cerca de cinco dias para ler o inquérito e decidir se instaura um processo contra a advogada. Se isso acontecer, o primeiro passo será interrogar Carla Cepollina, que passará da condição de acusada para de ré.
Ao ouvir a denúncia, a mãe de Carla reagiu e começou a questionar o promotor sobre as provas do crime e sugeriu que houve abuso de autoridade por parte dos delegados do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do próprio Vaggione.
O promotor disse que ainda pode pedir a prisão preventiva de Carla Cepollina. O pedido fica condicionado, segundo ele, à entrega do passaporte italiano da acusada, que tem dupla cidadania. Ele afirmou que, ao contrário do que foi divulgado, ela só entregou à polícia o passaporte brasileiro. Se ela entregar o documento italiano, ele não vai pedir a prisão preventiva.
Carla Cepollina é denunciada por homicídio duplamente qualificado
Quarta, 08 de Novembro de 2006 às 14:49, por: CdB