Desde que Nicolas Sarkozyse casou com Carla Bruni, o Eliseu virou uma festa, tanto para a imprensa do coração, como para os analistas internacionais. Agora, um novo ingrediente acaba de ser despejado na sopa da novela: se intitula O melhor que tivemos, confirmou o crítico e romancista francês Jean Paul Enthoven, um antigo amante da primeira-dama que foi humilhado por ela quando trocado por seu filho, e convertido em avô de Aurelien, o filho que Bruni teve com Raphaël Enthoven.
Para o editor do livro de Enthoven, a obra é “a crônica de uma paixão clandestina por uma jovem que leva em si todos os pecados possíveis: luxúria, inveja, obsessão, desejo e vaidade”, segundo publicação do diário chileno La Tercera.
Não é a primeira vez que a modelo foi tema de um romance, isto já ocorreu quando Justine Lévy, a outra vítima do caso entre Bruni e Raphael Enthoven, publicou um 2004 o best seller Nada sério, onde narra a história de como Paula (alter ego de Bruni) lhe roubou seu marido.
“Paula dormiu com todo o planeta”, escreveu Justine, filha do filósofo Bernard-Henry Lévy.
A bela dama sem piedade
Em seu romance com Enthoven há referencias a este último, já que está ambientada em uma luxuosa mansão em Marrakech, propriedade de um empresário editorial que a imprensa associa a Henry Lévy.
Bruni seria Lavínia, a bela viúva que, segundo o autor, “tem olhos como gotas de chuva caindo sobre uma lagoa”. Por trás dessa aura de beleza se esconde seu lado mais sombrio, a de uma mulher frívola, obcecada por moda e dinheiro, fria, calculista e completamente desprovida de coração.
As personagens que rodeiam o mundo de Lavínia são sofisticadas modelos, divinos estilistas e gente glamourosa, o que levou a inúmeras especulações de quem seria quem. Ninguém se salva: até Alain Delon tem seu breve papel no romance que já está sendo comentário obrigatório em todos os lugares da França.
Tradução: Diego ferreira