Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Cariocas estão preocupados com queda na qualidade de vida no Rio

Quinta, 06 de Dezembro de 2007 às 19:19, por: CdB

A falta de segurança, a má conservação da cidade e a pobreza são os aspectos que mais afetam a qualidade de vida no Rio de Janeiro. Os cariocas estão preocupados com a violência e se sentem inseguros na capital fluminense. É o que revela uma pesquisa sobre a qualidade de vida e a percepção dos cariocas, coordenada pela cientista social Samyra Crespo, do Instituto Ethos, e uma das fundadoras do movimento Rio Como Vamos.

A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira e realizada no mês passado, ouviu moradores de 40 bairros e favelas, como a Rocinha, Maré e o Alemão. A apresentação dos dados do estudo marcou o lançamento do movimento Rio Como Vamos na Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).

Segundo Samyra Crespo, a identidade do carioca está muito associada a uma visão positiva da vida e ele tem uma aceitação muito grande da diversidade. Sobre a perda da qualidade de vida, ela disse que é muito presente, na população carioca, a sensação de insegurança. No entanto, ressaltou a cientista social, em comparação com outras cidades brasileiras, o Rio ainda tem um potencial muito grande de qualidade de vida.

— Só que nós estamos perdendo dia a dia essa qualidade [de vida]. O principal problema é a segurança, a idéia de que não existe lugar seguro no Rio de Janeiro - as pessoas começam a se sentir encarceradas em suas próprias casas. E a má conservação da cidade, a população de rua e a sujeira dão uma idéia de que a cidade está decadente —, acrescentou.

— Apesar disso, o carioca tem esperança no futuro, mas ainda não pegou o futuro nas suas próprias mãos. Ele não lembra em quem votou e vê as responsabilidades sobre a gestão da cidade como uma coisa distante de si —, observou.

Uma das idealizadoras do Rio Como Vamos, Celina Carpi, explicou que a iniciativa foi inspirada no movimento colombiano Bogotá Como Vamos, que existe há dez anos. O movimento reúne entidades, organizações não-governamentais e representantes da sociedade civil que pretendem promover a cidadania de forma participativa.

A proposta é acompanhar a evolução de indicadores de qualidade de vida, as aplicações de políticas públicas para melhoria dos serviços prestados à população e promover a cidadania participativa. De acordo com Celina Carpi, o movimento é aberto aos que queiram se envolver na transformação do Rio de Janeiro.

— Nossa visão é monitorar a qualidade de vida na cidade através de números, sair do discurso abstrato e partir para um monitoramento concreto, apesar de sabermos que o conceito de qualidade de vida é muito subjetivo —, explicou 

Tags:
Edições digital e impressa