Carga de energia no Sistema Interligado Nacional pode cair 0,2% este ano
A previsão de carga de energia movimentada pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) pode sofrer uma revisão para alta de apenas 0,2 % este ano ante estimativa atual de crescimento de 3,2 %, afirmou o diretor geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp.
As taxas de crescimento do PIB e outras variáveis também estão sendo revisadas pelos dois órgãos para atualizar as projeções de carga e demanda de energia
A previsão de carga de energia movimentada pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) pode sofrer uma revisão para alta de apenas 0,2 % este ano ante estimativa atual de crescimento de 3,2 %, afirmou o diretor geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp.
A perspectiva é que a nova projeção seja divulgada a partir de maio após estudos conjuntos do ONS e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Chipp explicou que o ritmo de demanda já aponta para a necessidade de uma revisão da projeção de carga para algo entre crescimento de 0,8% a 1 %.
Mas, com o preço mais caro da energia diante da expectativa de bandeiras tarifárias vermelhas, a tendência será de redução do consumo de eletricidade no país. Além disso, lembrou Chipp, o governo federal está promovendo campanha de uso racional de energia.
O diretor do ONS frisou que a perspectiva de PIB mais baixo este ano também vai influenciar a revisão na previsão de carga para 2015. "Pode se chegar à redução de 3 % este ano", declarou Chipp.
O presidente da EPE confirmou o estudo de revisão de carga, mas ponderou sobre o resultado final. "Temos um trabalho preliminar que deu 0,8 % em vez de 3,2", disse o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.
- A elasticidade da campanha (de redução de consumo) é mais difícil de medir e estamos tentando medir, adicionou ele.
Segundo o diretor geral do ONS, se a queda de 3 por cento se confirmar, a necessidade de afluência para a região Sudeste até o fim do período úmido poderá baixar da previsão de 85 % da média para 74 %. Dessa forma, ao final de abril os reservatórios do Sudeste estariam com acumulações de 31 %.
Ainda de acordo com o ONS, se durante o período seco (de maio a novembro), as chuvas no Sudeste alcançarem 70 % da média histórica, no início do próximo período chuvoso, os reservatórios estarão em um nível de 10 %.
As taxas de crescimento do PIB e outras variáveis também estão sendo revisadas pelos dois órgãos para atualizar as projeções de carga e demanda de energia para os próximos 5 anos.
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